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Fifa volta a punir federações por homofobia, mas precisa ser mais rígida

As punições que a Fifa impôs às federações de Argentina, Chile, México, Peru e Uruguai, no começo do ano, por gritos homofóbicos de suas torcidas, parecem não ter surtido efeito. As pequenas multas não serviram para fazer as entidades fecharem o cerco contra o preconceito, nem inibiram os torcedores de continuarem adotando a mesma prática.

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Maior prova disso é que a Fifa voltou a punir países no atacado esta semana, anunciando sanções financeiras contra as federações de Chile (R$ 110 mil), El Salvador (R$ 110 mil), México (R$ 110 mil), Honduras (R$ 145 mil), Paraguai (R$ 70 mil) e Peru (R$ 55 mil). O Chile ainda está impedido de jogar duas partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 no Estádio Nacional de Santiago por causa da reincidência.

O caso chileno mostra que existe uma progressão de penas para casos repetidos de homofobia nos estádios, e a própria postura de punir esse tipo de preconceito já representa um avanço para a Fifa, mas as multas ainda são muito baixas. Se elas não servem para inibir a torcida, não é hora de pensar em sanções mais rígidas?

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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