Ex-goleiro do Nacional leiloa medalha de campeão da Libertadores em prol do combate ao coronavírus no Uruguai
Nos anos 1980, o Uruguai estava entre as seleções mais fortes da América do Sul. A Nacional, onde conquistaria glórias ainda maiores. Ganhou a Copa Libertadores em 1988 e o Mundial daquele ano, sendo decisivo. Aos 58 anos, o goleiro decidiu leiloar duas de suas medalhas mais importantes, da Copa América e da Libertadores, em prol de levantar fundos para combater o coronavírus no Uruguai.
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O ex-camisa 1 do Nacional colocará as duas medalhas em um leilão o lucro destinado ao Fundo Coronavírus, criado pelo governo do presidente Lacalle Pou. Políticos do país aceitaram reduzir seu salário para destinar parte ao fundo, além da doação de empresários e ações de jogadores e ex-jogadores, como Seré. Com isso, o fundo espera levantar recursos para combater melhor a ameaça da COVID-19, causada pelo novo coronavírus e que se tornou uma pandemia.
“A iniciativa foi espontânea e ponto. Não sou herói e nem nada, heróis são os tipos que hoje estão trabalhando para que todos nós não nos contagiemos e que os contagiados possam melhorar”, disse o ex-jogador.

Seré foi titular do Nacional ao longo da campanha da Libertadores, que culminou com o título diante do Newell’s Old Boys, em uma final no estádio Centenário que venceu por 3 a 0 (depois de perder por 1 a 0 o jogo de ida). No final do ano, o clube uruguaio foi para o Mundial Interclubes e enfrentou o campeão europeu daquele ano, o PSV. E a decisão, no Estádio Nacional, em Tóquio, foi um sufoco.
O PSV era dirigido por Guus Hiddink e tinha no elenco jogadores como Ronald Koeman e Romário – que seriam companheiros de Barcelona tempos depois. No tempo normal, gols de Santiago Ostolaza e o empate com Romário. Na prorrogação, Ronald Koeman marcou, de pênalti. Só que a um minuto do fim, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, Ostolaza marcou mais um e igualou o marcador. Assim, a decisão foi para os pênaltis.
Foi na disputa de pênaltis que o goleiro Jorge Seré se consagrou. A disputa foi muito acirrada. Foram 10 cobranças de pênalti para cada lado até que houve a definição. Seré defendeu três cobranças do time holandês. Assim, foi crucial para a consagração do Bolso como campeão mundial. E escreveu seu nome na história de um gigante da América do Sul.
A doação do ex-goleiro aconteceu em um programa de TV do Uruguai, El Diario del Lunes. Nas redes sociais, torcedores pedem que o Nacional compre as medalhas para colocar no museu do clube. Atualmente, Seré é comentarista na TV uruguaia.



