América do Sul

Ex-corinthiano Juan Arce não recebe e atletas fazem greve na Bolívia

Juan Arce, que defendeu o Corinthians em 2007, ficou sem receber do Oriente Petrolero e os jogadores do país fizeram greve em protesto

Os jogadores bolivianos entraram em greve no fim de semana, na abertura do Campeonato Boliviano, um protesto por um conflito salarial de um jogador de outro clube profissional que ainda não foi resolvido. O ex-corinthiano Juan Carlos Arce não recebeu US$ 63 mil do Oriente Petrolero, causando a paralisação de todos jogadores da primeira divisão.

Os jogadores do Real Potosí e do Petrolero se recusaram a entrar em campo no sábado, no jogo que abriria o torneio. No domingo, os cinco jogos que seriam realizados foram adiados pelo mesmo motivo.

A Federação Boliviana de Futebol convocou uma reunião de emergência com os 12 clubes da primeira divisão para decidir a suspensão. “Há um problema nos clubes, o dano é enorme. A decisão foi tomada (greve) e não concordamos e será a FBF que dará a instrução sobre se o campeonato será parado ou não”, afirmou Mauricio Méndez, dirigente da FBF sobre o caso.

A greve foi convocada pela Futbolistas Agremiados de Bolívia (FABOL), presidida pelo ex-jogador Milton Melgar. “Não é a primeira vez que exigimos que se paguem as dívidas aos jogadores, já é uma regra e os clubes são responsáveis pelos prejuízos que se apresentam”, afirmou o presidente da entidade, que disse que a greve continuará até que Arce seja pago.

Há dois meses que os clubes não recebem por bilheteria (desde o fim do torneio Clausura) e fazem todos os esforços para cumprir as obrigações com os jogadores”, afirmou o presidente do Strongest, Carlos Caso. “Por causa de um só jogador o futebol não pode parar”, disse também Méndez, da FBF.

Os dirigentes consideram a hipótese do campeonato ser paralisado se a FABOL não flexibilizar suas demandas. O jogador, porém, parece disposto a chegar a um acordo com o seu antigo time. Em 2012, Arce defende o Bolívar, mas a dívida do antigo clube ainda não foi paga.

“Estou abrindo mão de uma grande quantidade de dinheiro para chegar a uma solução e que o futebol volte”, afirmou o jogador em uma coletiva de imprensa, segundo a rede de TV Panamericana. “Que isto não volte a ocorrer”, continuou.

Segundo a FABOL, dos 40 casos de dívidas trabalhistas com jogadores da liga, o de Arce é o único que ainda não foi resolvido.

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