América do Sul

Em jogo de testes no ataque, apenas Firmino aproveitou chance de mostrar seu futebol

Dunga é um técnico muito competitivo, que mesmo em amistosos tem como grande objetivo a vitória. Neste domingo, contra o Chile, em Londres, decidiu fazer testes no ataque para avaliar todos os atletas que levou para essa Data Fifa, mas nenhum deles aproveitou sua chance como Roberto Firmino, que entrou no decorrer do jogo para fazer o golaço que garantiu a vitória por 1 a 0.

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Contra a França, na quinta-feira, Oscar, Willian, Neymar e Firmino foram os jogadores ofensivos do time titular. Fizeram uma boa partida, mas era a vez de Dunga ver como se saíam Coutinho, Douglas Costa e Luiz Adriano. Neymar foi o único da frente a seguir na equipe. Tiveram tempo suficiente no estádio Emirates para justificar sua convocação, mas não o fizeram. Com eles em campo, o Brasil foi inócuo no ataque. Também pela forte marcação dos chilenos, é verdade, mas ainda assim faltou inspiração e proatividade por parte do trio.

Mesmo Neymar teve um jogo apagado. Foi possível contar nos dedos de uma só mão as vezes em que o camisa 10 pegou a bola e partiu para cima dos adversários. A estratégia chilena de caçar o craque brasileiro funcionou, e ele ficou maior parte do tempo isolado na ponta esquerda, sem representar perigo real ao time de Sampaoli.

Convencido de que os jogadores testados já haviam tido tempo suficiente para mostrarem trabalho e fracassaram, Dunga mudou substancialmente o setor ofensivo pouco antes da metade do segundo tempo. Primeiro, aos 13 minutos, Luiz Adriano e Coutinho saíram, para a entrada de Robinho e Firmino; Elias também entrou no lugar de Souza. Aos 17, foi a vez de Douglas Costa dar espaço a Willian. Coletivamente, o time não cresceu tanto ofensivamente. Teve maior presença no ataque, é verdade, mas mais pela mudança de característica do jogo, mais solto e menos organizado taticamente, do que por uma mudança significativa de estilo.

Se como conjunto o jogo não teve muito a ser celebrado pelo lado brasileiro, além da consistência defensiva, individualmente Roberto Firmino resolveu fazer aquilo que nenhum dos jogadores de frente fez na partida toda: justificar sua convocação. Recebeu uma bela bola enfiada de Danilo, deixou o goleiro Bravo no chão e, virando a cara na hora da finalização, empurrou para o gol vazio, garantindo a vitória por 1 a 0 apenas 14 minutos após entrar em campo.

Firmino não vive a melhor das fases pelo Hoffenheim. Se na temporada passada brilhou e viu seu nome ganhar força na pedida por sua convocação, desta vez só fez parte do grupo pelo ótimo trabalho que demonstrou em chamadas anteriores, já que tem tido campanha bem mais discreta em 2014/15. No entanto, no pouco tempo que teve com a camisa da Seleção, reforçou ainda mais seu espaço na equipe que vive fase de transição e se prepara para a Copa América. Dos que ainda precisavam se firmar no ataque do time, foi o único a sair da partida de hoje com imagem extremamente positiva. Os outros têm capacidade, mas precisarão da proatividade e do oportunismo do camisa 18.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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