América do Sul

Daniel Alves tem atitude empática e louvável com pessoas afetadas pela hepatite C na Bolívia

Daniel Alves é um jogador que divide opiniões. E isso dentro e fora de campo. Um dos principais traços do jeito de ser do agora camisa 23 da Juventus é a preocupação excessiva com a própria aparência. Essa é, aliás, a primeira associação feita quando se pensa no atleta. Cabelos exóticos, combinações de roupas um tanto excêntricas, ostentação de acessórios valiosos. Por algum motivo, os visuais do brasileiro e um pouco de sua personalidade que não gosta de passar despercebida o tornam, por vezes, metido aos olhares alheios. Apesar do naipe marrento estar sempre em evidência, há algo muito louvável sobre Daniel Alves que merece se sobressair acima de tudo. O jogador está constantemente envolvido em causas humanitárias.

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Sua última amostra de engajamento social e empatia foi em um caso alarmante de saúde em um país para o qual poucos costumam olhar. Daniel Alves doou 300 tratamentos contra hepatite C para a Bolívia. Lá, existem cerca de 600 pessoas afetadas pela doença de forma crônica, sendo que a maioria delas tem condições financeiras muito, mas muito precárias. Ou seja, esse fator torna impossível que o procedimento para cura seja feito, uma vez que os medicamentos genéricos custam aproximadamente US$ 2 mil em países emergentes como a Bolívia. O tipo C de hepatite é o mais grave de todos, e o mais perigoso. Isso porque ele é uma epidemia silenciosa, que avança sem dar sinais, podendo até mesmo levar à morte.

“Se eu puder ajudar a salvar uma vida sequer, serei ainda mais feliz do que sou agora”, afirmou Dani Alves ao Diario AS. Os medicamentos doados e sua distribuição contam como parte de um programa de prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde. Além disso, o atleta foi nomeado embaixador do projeto “Tour n’ Cure para un Mundo Libre de Hepatitis C” e tem como missão alertar o mundo sobre a prevenção e cura dessa patologia que não faz alarde, mas pode matar e já acomete 170 milhões de pessoas em todo o planeta. Ver jogadores olhando além do próprio umbigo, do que acontece em campo, e usando sua influência, dinheiro e popularidade a favor de boas causas é realmente muito legal.

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Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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