América do Sul

Crise salarial paralisa futebol peruano e clube fecha as portas

A primeira rodada do Campeonato Peruano foi realizada no último final de semana sob uma séria crise que se instaurou no futebol do país. Os clubes entraram em conflito com os jogadores por conta do pagamento de salários atrasados. A falta de um acordo acarretou na escalação de juniores e juvenis em várias partidas do torneio. Além disso, a Universidad San Martín se desligou do futebol profissional em protesto.

Dez clubes da primeira divisão foram apontados pela Associação Desportiva de Futebol Profissional (ADPF), entidade representante dos jogadores, como inaptos para iniciar a competição devido a débitos salariais com os atletas. Na sexta-feira, ambas as partes sentaram para negociar. Enquanto as equipes queriam quitar os débitos em 24 meses, os jogadores exigiam 12 meses. Sem acordo, a greve foi deflagrada na rodada inicial do Torneo Descentralizado.

Como resultado, sete das oito partidas da primeira rodada contaram com times de base em campo. No jogo restante, os jogadores da Universidad San Martín se recusaram a viajar a Arequipa para enfrentar o Melgar e a direção anunciou o fechamento do clube, que não possuía dívidas com seus jogadores. Unión Comercio e Universidad César Vallejo ameaçam seguir o exemplo e encerrar suas atividades profissionais.

A crise também pode atrapalhar a participação dos times peruanos na Copa Libertadores. O Alianza Lima está entre os clubes denunciados. O Juan Aurich, por sua vez, manteve sua preparação visando o torneio continental. Já o clube com maiores dívidas é o Universitario, que terá que desembolsar 1,6 milhões de dólares para quitar todo o débito.

O imbróglio segue sem um posicionamento do presidente da Federação Peruana de Futebol, já que seu presidente, Manuel Burga, está em viagem para a Suíça. Em carta, Burga apenas afirmou que exige a solução entre clubes e ADPF nas próximas 24 horas.

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Equipe Trivela

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