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Com números pintados à mão, clube boliviano usa camisa da Roma em jogo da primeira divisão

O Ciclón voltou a sentir o gosto de voltar à elite do Campeonato Boliviano nesta temporada. Depois de 20 anos longe da primeira divisão, o pequeno clube de Tarija (cidade de 200 mil habitantes próxima à fronteira com a Argentina) conquistou a B do Nacional em 2014/15. No entanto, em uma liga que nem sempre conta com as melhores estruturas, o time protagonizou uma cena peculiar nesta quarta-feira. Durante o duelo com o Real Potosí, os jogadores pampeños vestiram a camisa da Roma. E com os números nas costas pintados à mão, com tinta escura em meio ao grená.

O mais curioso: não é a primeira vez que isso acontece com o Ciclón nesta temporada. Quando visitou o Blooming, em novembro, o clube levou apenas suas camisas titulares – listradas em celeste e branco, como as da seleção argentina. Com as cores parecidas ao celeste dos anfitriões e sem levar as reservas, os visitantes precisaram correr atrás de outros uniformes. Acabaram jogando o primeiro tempo de branco, antes de voltar ao segundo de vermelho – que realmente os diferenciava dos adversários, e até deu sorte na vitória por 3 a 2.

Já desta vez, o problema se repetiu. Segundo o árbitro, o albiceleste se confundia com o branco do time da casa e os roupeiros tiveram que correr a uma loja de artigos esportivos em Potosí. Acharam 12 camisas da Roma, desenhando depois os números nas costas. Considerando que o Real Potosí possui inspiração no Real Madrid, até parecia uma prévia das oitavas de final da Champions League. E o Ciclón tratou de honrar a péssima fase dos giallorossi. Acabaram goleados por 4 a 0 no Estádio Víctor Agustín Ugarte, seguindo com um ponto conquistado em duas rodadas do Torneio Clausura. Apesar dos sérios problemas financeiros, o Ciclón ainda fez uma campanha digna no Apertura, terminando em sétimo, o que deve lhe salvar do rebaixamento no promedio.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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