Com Ganso, Santos busca tri contra o Peñarol
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Santos e Pañarol entram em campo nesta quarta-feira para decidir o título da Libertadores 2011, depois de um empate em 0 a 0 no jogo de ida, em Montevidéu. A volta será no Pacaembu e terá um atrativo extra, além da estrela Neymar: Paulo Henrique Ganso.
O meia treinou entre os titulares, depois de ser liberado pelo departamento médico, e será a grande novidade do time. Ganso não joga desde maio, quando se machucou pouco depois de voltar da grave lesão no joelho que o tirou dos gramados por 199 dias.
“Ganso trabalhou duro no seu condicionamento e está muito próximo da sua condição física ideal. Eu acho que ele pode jogar toda a partida”, afirmou o médico do Santos, Rodrigo Zogaib. “Como ele é um jogador muito técnico, ele não terá muita dificuldade com o ritmo do jogo. Ele sabe o ritmo que precisa”.
A volta de Ganso beneficia Neymar. Com um homem de criatividade no meio-campo, o Santos tende a ter mais chance de conseguir criar jogadas. Sem o meia, Elano, o homem que ficou com essa responsabilidade, não conseguiu exercer o papel. O time ficou mais previsível e excessivamente dependente das jogadas de Neymar, que foi muito marcado na partida de ida.
O jogo está sendo destacado como o principal desafio da carreira dos dois jovens. Neymar é o principal jogador do Santos e da Seleção Brasileira, mas tem 19 anos, enquanto Ganso tem 21. Os dois também estarão na Copa América, em julho, quando defenderão o Brasil.
O Santos precisa de uma vitória por qualquer placar para ficar com o título. O mesmo vale para o Peñarol, o que poderia favorecer o Santos, já que os carnoneros não terão, desta vez, a vantagem de tentar usar o gol qualificado fora de casa – algo que o time precisou usar nas quartas e nas semifinais. O técnico Diego Aguirre, porém, acha que o confronto está aberto.
“Eles são um grande time, eles têm jogadores de seleção, nós poderíamos enfrentar um Santos similar no Centenário, só que mais ousado”, disse o técnico. “As chances são deles, mas o fato é que o confronto está aberto”, afirmou ainda Aguirre.
A dúvida no Santos é quem sai para a entrada de Ganso. Como Adriano entrou bem no time e deu mais segurança ao sistema defensivo, deve continuar. Arouca, titular incontestável, também. Com isso, quem sai é Danilo.
Só que o jogador tem feito boas partidas no meio-campo e, para continuar sendo aproveitado, pode ser deslocado para sua posição original, lateral direito. Como Jonathan não deve ter as melhores condições físicas, quem deixaria a equipe seria Pará.
No Peñarol, o time deve ser o mesmo que iniciou a partida contra o Santos em Montevidéu. O atacante Juan Manuel Oliveira, artilheiro da equipe na Libertadores com cinco gols, está com um problema no ombro, mas fez tratamento durante toda a semana e não deverá ter problemas para jogar.
Tabu brasileiro
A final envolve um tabu. Desde 2000, apenas duas vezes as finais da Libertadores não tiveram brasileiros. Porém, só uma vez os brasileiros conseguiram levar o título sobre um adversário estrangeiro decidindo no Brasil: em 2010, quando o Internacional venceu o Chivas Guadalajara – time do México, que é país convidado na competição.
Considerando apenas os países sul-americanos, a última vez que um time brasileiro venceu um estrangeiro para levar o título foi em 1999, quando o Palmeiras bateu o América de Cali em São Paulo e sagrou-se campeão.
Em 2003, com Diego e Robinho no time, o Santos perdeu a final para o Boca Juniors ao ser derrotado duas vezes, em Buenos Aires e São Paulo. Na época, os xeneizes tinham como um dos seus protagonistas o atacante Carlos Tevez.