América do Sul

Com crianças representando as regiões do país, o Campeonato Equatoriano quis transmitir uma “mensagem de paz”

O Equador enfrentou dias de grandes tumultos até a última semana. O fim dos subsídios aos combustíveis gerou uma convulsão social e política nas ruas do país, com protestos em diferentes cidades. O governo decretou estado de exceção e a situação só se apaziguou a partir da revogação da medida, em acordo assinado pelas lideranças indígenas, que encabeçavam as manifestações. Já neste final de semana, o Campeonato Equatoriano aproveitou a retomada de suas atividades para transmitir uma “mensagem de paz”.

Por conta da Data Fifa, a liga não sofreu grandes consequências da revolta no Equador. Foram prejudicadas apenas algumas partidas, sobretudo da copa – além da Libertadores Feminina. Ainda assim, a Liga Pro preparou cerimônias especiais à primeira divisão. Na saída de campo, mascotes vestidos com roupas típicas de diferentes regiões do país acompanhavam os jogadores e os árbitros, enquanto outras crianças carregavam balões brancos. Algo que não é o padrão por lá, o hino nacional foi executado. Além disso, os capitães leram uma mensagem padronizada, ouvida no sistema de som dos estádios.

O ato se repetiu em todas as partidas do Campeonato Equatoriano. A rodada incluiu o Clássico del Astillero, disputado entre Barcelona e Emelec. Além da cerimônia, os torcedores no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo ergueram um grande bandeirão equatoriano, com o escudo do Barcelona no centro. Só não deu muita sorte aos anfitriões. Em jogo determinado pela expulsão do goleiro Damián Frascarelli logo aos seis minutos, o Emelec venceu seus rivais por 3 a 0. A competição é liderada pelo Macará. Os oito primeiros se classificam à fase final, em mata-matas que se iniciam a partir de novembro.

https://www.youtube.com/watch?v=pqBnz9Qluyc

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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