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Bravo saiu machucado, mas teve tempo de garantir o empate contra a Colômbia com duas defesaças

O futebol apresentado esteve aquém do potencial das equipes. Colômbia e Chile não foram além de um empate por 0 a 0 em Barranquilla, abrindo a rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. Os visitantes, no entanto, terminaram o jogo satisfeitos: Juan Antonio Pizzi posicionou os chilenos na defesa durante a maior parte do tempo, esfriando o ímpeto dos colombianos e ameaçando em raros contra-ataques. Conseguiram anular os predicados do time de José Pekerman, em partida bastante amarrada. Ainda assim, La Roja precisou ser salva por Claudio Bravo. O goleiro se lesionou e saiu no início do segundo tempo, mas fez duas grandes defesas na etapa inicial.

O Chile até começou melhor a tarde, saindo mais para o ataque. Uma postura que não foi além de 25 minutos. Depois disso, os visitantes se retraíram em seu campo, chegando mesmo a se defender com uma linha de seis homens à frente da área. O que não evitou que a Colômbia criasse algumas oportunidades nas bolas paradas. Aos 34, Murillo cabeceou firme e Bravo espalmou. Já aos 46, milagre ainda maior, em finalização à queima-roupa de Borja.

Para o segundo tempo, Pekerman trouxe mudanças e empolgou a torcida. Falcao García retornou ao time após um ano de ausência e teve o apelido de ‘Tigre’ gritado nas arquibancadas em Barranquilla. Pouco pôde fazer. Foram raras infiltrações dos cafeteros, limitados a bolas alçadas na área e chutes sem direção. O Chile, por sua vez, até teve a chance de marcar, em contra-ataque desperdiçado por Fuenzalida. Digno de nota, apenas as lesões de Bravo e do zagueiro palmeirense Yerry Mina, ambos substituídos.

Tanto Colômbia quanto Chile permanecem na zona de classificação à Copa do Mundo. Os cafeteros estão em terceiro, com 18 pontos. Já a Roja soma 17, em quinto. Na próxima rodada, paradas duras: os chilenos recebem o Uruguai, enquanto os colombianos visitam a Argentina.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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