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Atlético vence na Bolívia e está nas oitavas

O Atlético deu um passo importante para ganhar moral nessa edição da Libertadores. Ao vencer o Strongest por 2 a 1 fora de casa, no sufoco, o Galo conseguiu por antecipação a vaga na próxima fase, com 12 pontos não podendo mais ser alcançado pelos bolivianos, com três. 100% de aproveitamento, bom futebol e domínio sobre os rivais da chave. Tudo perfeito, mas nesse último capítulo, com um pouco mais de suor.

A circunstância não reflete no que foi o jogo no Hernando Siles, em La Paz. Passando aperto e levando muito sufoco dos aurinegros, os brasileiros precisaram se segurar como nunca para não sair da Bolívia com uma derrota na bagagem. A estratégia definida por Cuca era fazer um gol ou mais no primeiro tempo e não precisar depender do físico nos 45 minutos finais. Por muito pouco estes planos não foram frustrados.

Não fosse o gol de Diego Tardelli aos nove iniciais, o panorama do confronto seria outro. Em cruzamento de Jô, Tardelli subiu de cabeça e colocou os visitantes à frente do placar. A partir daí, o que se viu foi um pesadelo para a defesa atleticana, que a todo momento foi posta à prova diante do ataque dos locais.

Cristaldo, que saiu na metade do segundo tempo, forçou Victor a trabalhar demais. Só ele deu três finalizações contra a meta do Galo, que ainda foi bombardeado em outras sete oportunidades. Parecia impossível que o Atlético deixasse o campo sem levar um gol sequer. Aproveitando o espaço deixado por Marcos Rocha, o Strongest encontrou a mina de ouro e concentrou suas ações pela esquerda.

Pouco antes do intervalo, o castigo pela retranca armada por Cuca, abdicando quase que completamente de agredir o oponente: Cristaldo chutou, Victor deu rebote e Reina mandou para as redes. O que em si não significava nenhum drama para os mineiros, folgados na ponta do grupo 3.

Entretanto, Ronaldinho e seus colegas sabiam onde queriam estar. Nas oitavas de final. E para isso, precisavam lutar contra um valente adversário e a sua vantagem em relação à altitude. Serginho, que esteve muito bem nos cruzamentos, acertou um no lugar certo: em cima de Méndez, que bateu contra o próprio patrimônio e colocou novamente o Atlético na frente do placar.

Na base do tudo ou nada, os bolivianos mandaram o que tinham de melhor ao ataque, e dominando a posse de bola, posicionando seus atletas mais à frente no campo, conseguiram apertar a defensiva formada por Réver e Leonardo Silva. No fim, assombrosas 25 finalizações ao gol de Victor, sendo 15 delas pra fora. Os aurinegros passaram muito mais, ditaram o ritmo, driblaram mais, estiveram superiores em quase todos os atributos, menos aquele que era essencial para obter um resultado melhor: o diabo da conclusão. Não adianta chutar de qualquer jeito, de qualquer lugar.

Sabendo desse fato, o Galo soma mais três pontos importantes e avança para a próxima fase, já na quarta rodada. Os bolivianos terão de remar muito se quiserem estar entre os 16 melhores, correndo atrás do São Paulo, que pode chegar aos sete pontos se vencer o Arsenal, na Argentina.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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