Argentina

Técnico do Racing despediu-se com as lágrimas de quem sabe o tamanho do feito que alcançou

O Racing tem uma torcida fervorosa e uma história gloriosa. Tem 17 títulos argentinos, o terceiro na lista, atrás de Boca Juniors e River Plate, mas a maioria deles conquistados em um distante passado. De 1966 para cá, foi campeão nacional apenas duas vezes: em 2001, quebrando um jejum de 35 anos, e na temporada passada, sob o comando do técnico Diego Cocca, que anunciou sua saída do clube de Avellaneda nesta quinta-feira.

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O trabalho dele não foi fácil. O Racing vinha de uma campanha muito ruim nos campeonatos anteriores, com a 18ª e a 19ª colocações, e precisa de uma renovação. Nos seus primeiros seis meses de trabalho, Cocca comandou esse processo ao mesmo tempo em que brigava pelas primeiras colocações do Campeonato Argentino e se sagrou campeão com dois pontos de vantagem para o segundo colocado River Plate.

Na sua entrevista de despedida, Cocca afirmou que quer buscar “outras coisas e continuar crescendo” e que não poderia exigir mais do Racing, “que já me deu muito”. O vice-presidente do clube argentino disse à TyC Sports que o treinador pretende trabalhar na Europa. No final do papo com os jornalistas, perguntaram se ele sonha em voltar ao Cilindro no futuro e foi quando Cocca não conseguiu mais segurar as lágrimas. “Ser campeão com esse clube é algo que vou levar por toda minha vida. Já estou sofrendo por não poder mais estar aqui”, disse, e encerrou a entrevista.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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