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Sorín apoia #OcupaEscola: “A partir de agora, a escola pública nunca mais será a mesma”

Nem todos os jogadores gostam de se envolver em questões que estão fora do futebol. Não é o caso de Juan Pablo Sorín, de 39 anos, argentino que jogou no Brasil, Itália, Alemanha, França e Espanha e viveu muitas experiências na carreira. Articulado, Sorín não fugia das divididas enquanto foi lateral esquerdo e continua assim fora de campo. Comentarista de TV e colunista, o argentino manifestou ao seu apoio ao movimento dos estudantes das escolas estaduais paulistas, o Ocupa Escola, contra as medidas da reorganização propostas pelo governo.

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“Sou Juan Pablo Sorín, jogador de futebol, comentarista. Me formei na escola pública na Argentina. E a partir de agora, a escola nunca mais será a mesma. Espero que o mundo do futebol, através de vídeos, das manifestações, apoiem vocês”, disse Sorín, em vídeo divulgado no seu Twiter.

Juan Pablo Sorín marcou época jogando pelo River Plate, Cruzeiro e pela seleção argentina. Em campo, recheou a carreira de títulos pelo River Plate e Cruzeiro, além de ter jogado pela seleção da Argentina por 11 anos, sendo inclusive capitão do time na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Formado em jornalismo, trabalhou no rádio na Argentina e na TV no Brasil, além de escrever paras diversos veículos pelo mundo, So Foot, O Estado de Minas e Canchallena. Atualmente, escreve para El Mundo e é comentarista da ESPN Brasil. Mostrou apoio a um movimento que levou à derrubada do secretário de educação e um recuo do governo.

Os estudantes paulistas têm lutado contra a reorganização escolar proposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que adotou a medida mesmo sem ter o devido diálogo e com a discordância de muitos dos interessados diretos, os estudantes, pais, professores e a comunidade.

O que o governo chamou de problema de comunicação, alegando, primeiro, que os alunos não entenderam o que era a reorganização, depois que o movimento era “político” – uma constatação óbvia, mas querendo dizer, na verdade, que as causas tinham sido sequestradas por interesses partidários, e não por um legítimo desejo da comunidade envolvida.

Tudo isso resultou em mais de 100 escolas ocupadas, em protestos diários na capital paulista, em violência da PM e, no fim, na queda do secretário de educação e a revogação do decreto que preparava a reorganização. O governo sabe que, agora, mesmo que queira fazer a reorganização planejada, terá que o fazer com muito mais diálogo e muito mais participação da comunidade que será afetada. Uma lição que os governos federal, estaduais e municipais parecem insistir em não aprender, mesmo após as manifestações de junho de 2013.

Veja a declaração de Sorín:

#nãofechemminhaescola #nocierrenmiescuela #escolasdeluta #viradaocupacional #Sampa #eutenhoumsonho #escolapublica pic.twitter.com/K6ZWKa9HwL

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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