Brasil

O Cruzeiro ainda não sabia, mas ganhava um ídolo há 15 anos: Juan Pablo Sorín

Os cabelos desgrenhados eram debilmente domados por uma faixa e muito mais rebeldes do que atualmente quando Juan Pablo Sorín desembarcou na Toca da Raposa para começar sua trajetória de ídolo do Cruzeiro. Faz exatamente 15 anos que o clube mineiro fechou o negócio de U$ 5,1 milhões com o River Plate, a contratação mais cara da sua história naquela época, e trouxe o jovem lateral esquerdo de 23 anos para o Brasil.

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Sorín ainda figura entre os primeiros colocados da lista de jogadores que mais fizeram o Cruzeiro desembolsar dinheiro (Dedé e Willian passaram à frente nos últimos anos), mas ganha um pão de queijo quem encontrar qualquer cruzeirense que não ache que valeu a pena. Afinal, em três passagens, foram 126 partidas, 18 gols e quatro títulos. Acima dos números, muita raça e liderança como capitão do time.

A primeira coisa que o argentino precisou fazer depois de assinar o contrato foi desmentir que não tinha vontade de atuar no futebol brasileiro. Teve algumas dificuldades para se adaptar, mas os boatos não poderiam estar mais equivocados. Sorín passou dois anos e meio demonstrando vontade e se despediu em uma apoteótica decisão de Copa Sul-Minas contra o Atlético Paranaense, em 2002, quando fez o gol do título.

Sorín voltou por alguns meses em 2004, emprestado pela Lazio, antes de ir para o Villarreal. Teve duas temporadas pouco proveitosas no Hamburgo e voltou ao Cruzeiro. Talvez não fosse sua intenção, talvez tenha sido o seu inconsciente, mas acabou escolhendo-o para ser o seu último clube. Voltou machucado e teve poucas chances de jogar. Conseguiu ao menos participar do da conquista de 2009 do Campeonato Mineiro, título que nunca havia conquistado, e se despediu de vez da torcida celeste no Mineirão, contra o Argentino Juniors.

Eu diria para o torcedor cruzeirense ver o vídeo abaixo e se lembrar desses momentos, mas quem disse que ele consegue esquecer?

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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