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Rosário Central 4 x 0 Atlético-MG: quando a fé funcionou contra o Galo

A campanha do Atlético Mineiro campeão da Libertadores de 2013 foi pródiga em grandes épicos. Vitórias impressionantes em casa que reverteram as derrotas no território inimigo. Foi assim contra o Newell’s e contra o Olimpia. Na Copa do Brasil, a mesma coisa: saiu perdendo por 2 a 0 do Corinthians e do Flamengo, mas chegou à final com duas goleadas por 4 a 1 do Galo forte e vingador. Exatamente há vinte anos, porém, quem sofreu com a fé e com uma grande reviravolta foi o próprio Atlético.

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O clube mineiro, uma semana antes do fatídico 19 de novembro de 1995, havia enfrentado o Rosário Central no Mineirão e passado por cima. Era a primeira partida da final da Copa Conmebol, e o Galo construiu uma vantagem de 4 a 0. O destino do troféu era Vespasiano. Ninguém tinha dúvida. Ninguém imaginaria que o Rosário conseguisse tirar uma diferença tão grande de gols no Gigante de Arroyito. Os gritos de “campeão” já brigavam para deixar a garganta do torcedor.

Os torcedores argentinos acreditavam na virada mais pelo hábito do que por uma genuína esperança de conseguir fazer pelo menos 4 a 0 para levar a decisão aos pênaltis. O gol de Rubén da Silva, aos 23 minutos do primeiro tempo, não mudou muito o panorama. O de Carbonari, aos 39, um pouco mais, principalmente pela expulsão de Paulo Roberto e Lassenhoff, brigando pela bola no fundo das redes. Na saída, Cardetti fez 3 a 0 para o Rosário Central, e o Arroyito pegou fogo de vez.

O Atlético Mineiro ainda era campeão, mas estava assustado e acuado. Cada lado tinha um jogador a menos. Favorece quem precisa fazer gol, nem tanto quem não pode tomá-los de jeito nenhum. Mesmo assim, os brasileiros conseguiram se segurar com valentia até os 43 minutos do segundo tempo. Mas, como vocês sabem, isso não é o bastante. Precisava de mais alguns minutos de resiliência. Carbonari fez o 4 a 0 e decretou a disputa de pênaltis.

A boa notícia para os atleticanos é que Taffarel estava debaixo das suas traves, o herói do tetracampeonato, o especialista em defender chutes da marca do cal. A má é que o time começou muito mal as cobranças. Doriva errou, assim como Leandro Tavares. O Rosário conferiu com Palma e Pobersnki. Cada time acertou o pênalti seguinte, e Colusso teve a chance de definir a partida. Taffarel defendeu e, em seguida, converteu a sua cobrança. Muller ainda fez 3 a 3, mas o mesmo Rubén da Silva que abriu o placar fechou a decisão. Selou o título do Rosário e as lágrimas do Atlético Mineiro, que viu um título quase certo escapar pelos dedos. Seria, porém, recompensado pelo destinos algumas décadas depois.

* Dica do leitor Caio Brandão, do Futebol Portenho.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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