Argentina

A Bombonera sempre será a casa de Riquelme, e isso ficou provado na despedida de Battaglia

Todo jogador que escreveu uma história longa e bonita em um clube merece uma despedida à altura, mas sabe que estará correndo o risco de acabar ofuscado em sua própria festa por algum de seus ex-companheiros nesse último reencontro. Se você fez parte do Boca Juniors de uma década para cá, então, essa chance é ainda maior. Sebastián Battaglia foi o grande homenageado desta quarta-feira em La Bombonera, em seu jogo comemorativo de despedida, mas quem mais brilhou foi mesmo Juan Román Riquelme. De volta à sua casa, o craque voltou a sentir a pulsação de uma torcida que ama com intensidade – e que, por tudo o que fez, o abraçou incondicionalmente.

VEJA TAMBÉM: Este goleiro argentino dominou a arte do gol contra com esse lance pitoresco

O jogo foi um prato cheio para o torcedor mais saudosista do Boca. Além de Battaglia, que se despedia, e de Riquelme, outros nomes que marcaram diversas conquistas na década passada estiveram presentes, como Palermo, Abbondanzieri, Delgado, Ibarra, o técnico Carlos Bianchi e até mesmo o brasileiro Iarley. No entanto, nenhum deles com um brilho maior do que Riquelme. Ovacionado na entrada em campo, o Diez ouviu seu nome sendo cantado e se emocionou com a recepção da torcida no discurso pré-jogo.

Dentro de campo, Riquelme retribuiu como sempre fez: com um futebol elegante, calmo, altivo e, é claro, com classe na hora de balançar a rede. Ajudou o time pelo qual jogou Battaglia, de azul, a vencer o de amarelo por 6 a 4. Ainda mostrou como era um dos donos da casa, parando o jogo apenas para brincar com Cagna, que havia levado caneta desconcertante de Palermo, e exaltar o ex-atacante, claro.

O homenageado da noite, Battaglia, acabou saindo com dois gols na conta e uma festa emocionante ao fim do jogo, mas teve de dividir os holofotes com o companheiro. É praticamente impossível estar na Bombonera com Riquelme e ser o protagonista absoluto. Mesmo quando a festa é para você.

O gol de Riquelme na despedida de Battaglia

Mostrar mais

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo