América do SulEliminatórias da Copa

Altitude? Não, atitude: Bolívia dá surra no Uruguai em La Paz

A altitude é conhecida como principal arma da seleção boliviana em La Paz. Contudo, é preciso ir além para explicar a goleada de 4 a 1 aplicada por La Verde sobre o Uruguai. Mais que o ar rarefeito, o time da casa foi bem mais incisivo no estádio Hernando Siles, contrastando com a apatia da Celeste. A vitória deixa os bolivianos na sétima colocação das eliminatórias da Copa de 2014, enquanto os uruguaios se sustentam no quarto lugar, podendo ser ultrapassados por Chile e Venezuela até o fim da noite.

O primeiro gol da Bolívia saiu logo aos seis minutos de jogo, a partir de uma cobrança de escanteio. Rudy Cardozo levantou a bola na área e, após desvio na primeira trave, Carlos Salcedo completou para as redes. A vantagem no placar impulsionou os anfitriões, que seguiam levando perigo no ataque e ampliaram aos 26, em falta batida por Gualberto Mojica.

Apagado, o time uruguaio tinha dificuldades para encaixar seus ataques e, durante todo o primeiro tempo, deu apenas um chute em direção ao gol, com Luis Suárez. Óscar Tabárez tentou mudar a postura de seu time aos 35 minutos, colocando em campo Edinson Cavani e Nicolás Lodeiro nos lugares de Maxi Pereira e Walter Gargano. Porém, a ofensividade na prancheta não surtiu efeitos em campo.

A situação da Celeste ganhou ares ainda mais dramáticos no início do segundo tempo, quando a Bolívia deu margem à goleada. Saucedo anotou o terceiro aos cinco minutos, desviando cobrança de falta de Gualberto Mojica. E o centroavante completaria seu hat-trick pouco depois, cabeceando para as redes cruzamento de Rudy Cardozo.

Impreciso nas finalizações, o Uruguai só passaria a fazer um papel mais digno em campo nos 15 minutos finais. Luis Suárez anotou o gol de honra também de falta, com a bola desviando na barreira antes de entrar. E Álvaro González ainda acertou o travessão nos minutos finais, em lance que teria poucos efeitos diante do vexame.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo