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A candidatura sul-americana à Copa de 2030 ganha mais um país-sede, o Chile

Se organizar uma Copa do Mundo com 32 times é missão para poucos, o inchaço do torneio com 48 seleções torna o trabalho realmente hercúleo. E em tempos nos quais poucas nações realmente têm condições de investir em grandes eventos esportivos, é plenamente compreensível compartilhar responsabilidades. É por isso que a candidatura sul-americana ao Mundial de 2030 já havia se diluído, além de Argentina e Uruguai, também no Paraguai. Pois nesta quinta um quarto país se junta à força-tarefa: o Chile.

A notícia foi confirmada por Sebastián Piñera, atual presidente do Chile. Em suas redes sociais, declarou o acordo com os outros estadistas vizinhos. “Os presidentes da Argentina, do Chile, do Paraguai e do Uruguai chegaram a um acordo para apresentar sua candidatura conjunta para organizar a Copa do Mundo de 2030. Os mandatários, através das quatro respectivas associações de futebol (AFA, ANPF, AFP e AUF) decidiram levar à Fifa, depois da comunicação à Conmebol, a posição compartilhada para celebrar o centésimo aniversário da primeira Copa do Mundo, organizada no Uruguai em 1930”, apontou o governante chileno. “Há alguns meses, propus incorporar o Chile e, em conjunto, postular a organização da Copa de 2030. Depois do Mundial de 1962, teremos uma nova oportunidade”.

O maior entrave no aumento do número de participantes na Copa do Mundo não é o total de jogos. De 64 partidas atuais, o novo formato do Mundial deverá contar com 80 duelos. O problema se concentra nas sedes e subsedes para receber 16 seleções extras. Torna-se mais compreensível, assim, a união sul-americana. O Chile além de providenciar mais cidades com estrutura, também poderá dividir os custos com os demais vizinhos, assim como abrir o leque aos investimentos privados.

Os chilenos também possuem experiências recentes na organização de eventos esportivos. O Estádio Nacional de Santiago será palco da final da Copa Libertadores em 2019. Já na Copa América de 2015, o país ofereceu oito estádios, três deles com capacidade superior a 30 mil espectadores. O Estádio Monumental David Arellano, na capital, e o Estádio Municipal de Concepción surgem como candidatos a sede no Mundial. Os demais poderiam se encaixar como subsedes.

O principal intuito é viabilizar a Copa de 2030 na América do Sul. Apesar de todo o apelo histórico e sentimental dos sudacas, a candidatura do Reino Unido surge como séria concorrente. Nos últimos meses, chegou-se a cogitar até mesmo os estados do Sul do Brasil como sedes conjuntas. Se a divisão do investimento e dos gastos é uma vantagem, a logística entre os países se torna cada vez mais uma dúvida – até pelas limitações no transporte dentro do continente. Assunto para discussão entre os responsáveis pela escolha.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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