Futebol alemão

[Vídeo] 15 mil bandeiras fizeram um espetáculo hipnotizante nas arquibancadas do Magdeburgo

O Magdeburgo é daqueles times que merecem estar níveis acima no futebol alemão. Os alviazuis carregam consigo a história de quem conquistou três títulos do antigo Campeonato Alemão-Oriental e até mesmo a Recopa Europeia em 1974, batendo o Milan de Giovanni Trapattoni na decisão. Muita coisa aconteceu desde a queda do Muro de Berlim. A partir da reunificação do país, o clube amargurou os últimos 25 anos entre a terceira e a quarta divisão da Bundesliga. Até a esperança voltar a encher o peito de sua torcida nesta temporada. Der Club vem forte na briga para disputar a segundona em 2017/18. Empolgação visível nas arquibancadas.

Ao longo dos últimos anos, o Magdeburgo manteve as arquibancadas cheias. Baseado na segunda cidade mais populosa da Alta Saxônia, com 235 mil habitantes, o clube possui um estádio bem equipado, inaugurado em 2006. Desde que retornou à terceirona, na última temporada, sua média de público supera os 17,6 mil espectadores por jogo. E neste final de semana a Arena MDCC esteve cheia, com 20,5 mil pagantes, para assistir ao “clássico” da antiga Alemanha Oriental contra o Rot-Weiss Erfurt.

Dentro de campo, o Magdeburgo não decepcionou seus torcedores. Venceu a partida por 2 a 0 e manteve-se na zona de acesso, na segunda colocação, com dois pontos de vantagem sobre o Osnabrück. Todavia, o espetáculo que realmente importa aconteceu nas tribunas. Foram entregues 15 mil bandeiras aos torcedores, que fizeram uma coreografia fantástica durante boa parte do tempo. Impressiona principalmente a sincronicidade dos movimentos, conforme a música. Um show que hipnotiza bem mais do que o ocorrido no gramado.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo