Alemanha

Valeua pena?

Via de regra, se um clube faz contratações na janela de transferência do meio do ano, é sinal que algo de errado estava acontecendo na primeira metade do campeonato. Seis rodadas depois do reinício da temporada, dá para ter uma idéia de quem investiu bem e quem parece ter aumentado o erro.

No total, os clubes da Bundesliga apresentaram 43 novos reforços até o último dia de janeiro. Desse total, são poucos os jogadores que realmente têm feito a diferença pelos clubes que os trouxeram.

Entre os reforços que merecem aplausos de sua torcida, o goleiro suíço Diego Benaglio merece destaque por seu trabalho no Wolfsburg. Desde que estreou com a camisa verde e branca do time da Volkswagen, a equipe perdeu apenas uma vez em oito jogos (num total de seis pela Bundesliga e dois pela Copa da Alemanha). Sofreu sete gols, três dos quais na tal derrota, para o Karlsruhe, duas rodadas atrás. De resto, ajudou – e muito – o time a subir da décima primeira para a oitava posição.

Ofensivamente, merecem destaque três atacantes que aportaram na Alemanha neste início de ano. Um deles, o tcheco Martin Fenin, que custou € 3,5 milhões. Em seus primeiros dois jogos com a camisa do Frankfurt, marcou quatro gols. Três deles, na estréia. Depois desse bom impacto inicial, não voltou a balançar as redes adversárias e o Eintracht se manteve na oitava posição que estava ao final do primeiro turno.

O australiano Joshua Kennedy trocou o banco do Nuremberg por um lugar no time titular do surpreendente Karlsruhe. Em seis jogos, marcou quatro vezes – todos em jogos diferentes. Se o KSC caiu uma posição na tabela, ao menos para o ego do atacante valeu a pena mudar de equipe.

O terceiro é Raffael, que trocou o Zurich pelo Hertha Berlim. A situação do clube da capital melhorou pouco – apenas uma posição, da 12ª para a 11ª –, mas a chegada do brasileiro parece tem ajudado bastante. Ele fez três gols e a equipe conquistou, em apenas seis jogos, mais do que a metade dos pontos que fez em todo o primeiro turno.

Entre as contratações mais caras, Mesut Özil, que trocou o Schalke pelo Werder Bremen por € 4,3 mi, ainda não entrou definitivamente no time titular. O mesmo para os brasileiros Zé Roberto (€ 3 mi) e Caio (€ 3,8 mi), reforços de Schalke e Frankfurt respectivamente. Ambos estão longe de terem convencido, apesar do gol do ex-botafoguense em sua estréia.

Breno, o mais caro jogador do inverno alemão (€ 12 mi)? Vestiu a camisa do Bayern pela primeira vez na derrota por 2 a 1 para o Anderlecht pela Copa Uefa (a primeira na Allianz-Arena nesta temporada). Pela Bundesliga, viu os jogos da tribuna ou do banco. Mas, como Uli Hoenness e Karl-Heinz Rummenigge já adiantaram, o ex-são-paulino não deve jogar muito nesta temporada. Chegou para o futuro do clube.

Em outras palavras, pelo que se viu até aqui, é difícil acreditar que as contratações de inverno farão alguma diferença na tabela do campeonato. Aí, azar de quem torrou fortunas sem se planejar.

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Equipe Trivela

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