Alemanha

Tapa e golaço

Duas cenas, até certo ponto inesperadas, do futebol alemão viraram manchetes mundiais na semana que passou. Na quarta-feira, enquanto a Alemanha vencia por 2 a 0 o Pais de Gales pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, câmeras flagraram Podolski dando um tapa em Michael Ballack. No sábado, Grafite recebe a bola pelo lado direito da intermediaria, arranca em velocidade, passa por dois adversários e arremata de calcanhar para marcar o quinto gol do Wolfsburg na partida contra o Bayern.

As duas imagens terminam com olhares atônitos. Na primeira, Ballack, que havia se aproximado de Podolski para lhe passar orientações, parece não acreditar no que acabara de acontecer. Na segunda, as câmeras apos o gol se voltam para o técnico Jurgen Klinsmann, que não consegue mostrar qualquer reação, como se a mais poderosa equipe da Alemanha estivesse fora da briga pelo titulo.

O tapa de Ballack evidencia que o clima realmente continua tenso entre os selecionados de Joachim Low, justamente no momento em que o time se acerta. Apesar da fragilidade dos últimos adversários, o setor defensivo parece estar mais seguro, Lahm e Beck caem muito bem pelas laterais e Ballack parece retomar a velha forma.

Discussões entre treinador e jogadores mais experientes do grupo, explicações, desculpas. Coisas que pareciam resolvidas até a atitude destemperada de Podolski. Sempre pronto para dar opiniões, Franz Beckenbauer declarou: “Este gesto não podia ser tolerado. Se o tapa dado em Michael Ballack tivesse saído impune, não seria um sinal correto a se dar ao grupo. Aparentemente, há algo atingindo o espírito do time.” A ferida parece mesmo ainda estar aberta.

Muito mais empolgante e para ver mais de uma vez, o gol de Grafite selou uma vitória que há pouco tempo soaria irreal. O equilíbrio da partida entre Wolfsburg e Bayern de Munique fez com que o primeiro gol so acontecesse nos minutos finais do primeiro tempo, com o meio campista Gentner. Uma vantagem do time da casa que durou pouco já que o empate veio no minuto seguinte com o atacante Luca Toni.

No intervalo seria impossível prever o que aconteceria no segundo tempo, principalmente pelas poucas chances criadas. Mas a segunda etapa seria de finalizações (e gols) incríveis da equipe da casa contra um Bayern que não jogou mal, mas não conseguiu conter Misimovic, Gentner, Dzeko e Grafite.

Imbatível na Volkswagen Arena, agora não há mais como o Wolfsburg negar seu favoritismo.

Stuttgart, de Babbel, sobe:

Merece uma discussão a parte, mas o Stuttgart, desde a chegada de Markus Babbel faz uma campanha impressionante. A vitória por 2 a 1 sobre o Bochum deixou a equipe na quinta colocação (a equipe terminou o primeiro turno em oitavo) e com chances reais de vaga na Copa Europa.

Babbel, que ainda como jogador foi campeão alemão com o Stuttgart em 2007, em sua primeira experiência como treinador em pouco tempo organizou o setor defensivo da equipe e soube contagiar os jogadores com o espírito de equipe que luta ate o final. Com Mario Gómez fazendo seu trabalho no ataque, o time pode ainda evoluir nesta reta final.

Hertha em declínio:

Duas derrotas e a impressão de que ficou difícil recuperar a ponta. Seria interessante para a competição, um time tradicional vencer depois de quase duas décadas no ano em que a Alemanha comemora 20 anos da queda do Muro que dividiu a capital e consequentemente torcedores do Hertha Berlim. Mas depois da derrota por 3 a 1 para o Borussia Dortmund, no Olímpico, apos mais de seis meses de invencibilidade, as chances da equipe diminuíram muito. Mais pelo momento psicológico do time, menos pela distancia na tabela. Que ainda é pequena, apenas dois pontos.
 

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Equipe Trivela

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