Alemanha

Sua própria emissora de tevê

Nesta temporada, as equipes alemãs resolveram apostar em uma nova fonte de renda. As TVs de clube tornaram-se a nova moda entre os participantes do Campeonato Alemão. Uma fórmula que pretende aliar lucro, independência em relação às redes de televisão e fidelização de seus torcedores.

A mostra de que este é um mercado que precisa ser explorado aconteceu durante as oitavas de final da Copa da Uefa, na partida entre Werder Bremen e Glasgow Rangers, em março deste ano. Enquanto a televisão aberta transmitia o jogo entre Bayer Leverkusen e Hamburgo, apenas os assinantes da “Werder TV” tiveram o privilégio de acompanhar pela internet seu time na disputa pelo título europeu.

Mas para que isso acontecesse, o clube precisou pagar (e muito) para adquirir seus próprios direitos de transmissão. Alívio para os cerca de 10.000 assinantes cadastrados que contribuem com cerca de € 3,99 mensais e comemoraram a conquista. Os números não foram divulgados e provavelmente a estratégia até causou prejuízo, mas serviu para chamar a atenção de dirigentes para este tipo de negócio.

Os primeiros clubes a lançarem seu próprio canal via internet foram Hamburgo e Bayern de Munique. Porém, atualmente, dos 18 participantes da Bundesliga, 12 já transmitem conteúdo exclusivo em suas tevês. Bochum, Hannover 96 e Borussia Monchengladbach foram os últimos a entrarem no mercado.

Por enquanto, a possibilidade de transmitir partidas ao vivo ainda é pequena e as negociações com os proprietários dos direitos de transmissão dos jogos da Bundesliga devem ser muito complicadas. O conteúdo básico das tevês é de histórias, entrevistas, coletivas, perfis e jogos treino. Jogos oficiais só estão liberados algum tempo depois da televisão.

Para a adesão dos torcedores, os preços pela assinatura anual variam. Os fãs do Hertha Berlim são os que pagam menos pelo serviço, € 34, 90. Já os fanáticos pelo Borussia Monchengladbach são os que precisam desembolsar mais pelos direitos de acompanhar a “Fohlen TV”, a última a ser lançada, há um mês e meio.

Apesar do relativo sucesso, é consenso entre os clubes que os lucros só chegarão em longo prazo. O investimento para a produção de imagem, administração, desenvolvimento e principalmente pagamento aos provedores é muito alto e o número de assinantes está longe de cobrir estes custos.

Contra os mais conservadores, que acreditam que o grande investimento neste tipo de  divulgaçãopode causar um prejuízo irreparável aos clubes, os dirigentes se defendem “Isto não é um desperdício de renda. Em pouco tempo as tevês irão se estabelecer”, afirma Martin Kind, responsável pela “96TV”.

Assim como na Alemanha, alguns clubes brasileiros como Corinthians e Flamengo dão os primeiros passos neste tipo de marcado. Mas os clubes alemães já se adiantam no processo e estão com um pé no futuro. Desenvolvendo tecnologias e conhecimento. Se a opinião dos especialistas se confirmar, esta pode ser uma fonte de renda indispensável para os clubes e na Bundesliga, ninguém ficará para trás.

Com motivos para preocupações

O sinal de alerta já começa a soar no Nurenberg. Se já na primeira rodada o técnico Thomas von Heesen terá que encontrar uma nova alternativa para comandar a equipe dentro de campo com a lesão do capitão Andreas Wolf, que o deixará aproximadamente seis meses sem jogar. A sensação de que as coisas não andam bem aumentaram após a derrota para o Kaiserslautern.

O maior problema demonstrado pelo time neste início de temporada está no setor defensivo e Heesen, que já virou alvo de críticas, já solicitou reforços. Porém, o presidente do clube Michael Roth acredita que ainda não há motivo para preocupações. “Nós temos um elenco caro e suficiente para conquistar o acesso”.

A responsabilidade de ser um grande clube na segunda divisão pode ser algo pesado demais para Heesen e seu elenco. Já nas rodadas iniciais o clima não é dos melhores.
 

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Equipe Trivela

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