O que Weidenfeller está jogando nesta reta final de temporada é impressionante

Roman Weidenfeller possui bem menos consideração por sua carreira do que ele realmente merece. O camisa 1 do Borussia Dortmund é indiscutível no Signal Iduna Park desde 2002, quando foi trazido do Kaiserslautern e fez Jens Lehmann comer poeira – no banco, o veterano acabou negociado ao Arsenal. Apesar dos 12 anos de serviços prestados e da idolatria dos aurinegros, Weidenfeller não possui uma badalação tão antiga assim. E não é uma questão apenas fora da Alemanha, já que a primeira convocação para a seleção só aconteceu no ano passado. Uma justiça que, embora tardia, tem sido feita com todos os méritos.
Weidenfeller pode até cometer seus erros de vez em quando. Porém, parece mais uma questão psicológica do que de qualidade. Afinal, as provas de que o goleiro cresce em jogos decisivos são inúmeras. Basta ver suas últimas atuações. Se o Dortmund foi tão valente contra o Real Madrid, tem muito que agradecer ao goleiro, responsável por defesas que beiraram o inacreditável. Contra o Bayern, no clássico do sábado, se manteve intransponível. E foi excepcional outra vez nesta terça, garantindo a vitória dos aurinegros sobre o Wolfsburg por 2 a 0, que colocou o clube na decisão da Copa da Alemanha – quando nem mesmo a discussão com Marco Reus no fim do jogo parece abalar seu moral.
Manuel Neuer é o titular da seleção alemã. Mac-André ter Stegen, Ron-Robert Zieler e René Adler também sonham com a Copa do Mundo – em especial o primeiro, que tem mais chances tanto pela qualidade quanto pela idade. Mas será um erro imenso se Joachim Löw não trouxer Weidenfeller ao Brasil. A fase já é o suficiente para justificá-lo como reserva de Neuer. E com o titular do Bayern sem ser tão exigido nos últimos tempos, há até quem creia que o camisa 1 do Dortmund merecia uma chance como titular. Difícil de imaginar, diante do talento inegável de Neuer. Nada que Weidenfeller não pudesse justificar, ainda mais considerando que ele se torna um monstro em grandes jogos – como serão todos do Mundial.
Abaixo, o milagre duplo de Weidenfeller contra o Wolfsburg:



