O que acontece, Van Gaal?

Parece notícia velha, ou mesmo repetida. Terceira rodada da Bundesliga, o Bayern de Munique não venceu e tem seu pior início de temporada desde 1966.
Na edição passada, o Bayern de Jurgen Klinsmann teve um retrospecto de dois empates e uma vitória e os questionamentos começavam. A cena se repete: a derrota para o Mainz, no final de semana, abriu as discussões sobre as escolhas do técnico Louis van Gaal e os € 50 milhões gastos em reforços para a disputa da atual edição da Bundesliga- Franz Beckenbauer (claro!) e até Oliver Kahn apareceram para dar seus pitacos.
As críticas surgem pautadas mais pelas atuações do que pelos resultados. Na partida contra o Mainz, o Bayern sofreu com a desorganização tática e principalmente, com a apatia do time, mesmo em desvantagem no placar. A reação tardia, esbarrou na boa atuação do goleiro Muller.
Três pontos frágeis do time são inquestionáveis: a falta de maturidade no gol dos bávaros, evidente nas recorrentes falhas de Rensing e também no setor defensivo. Já os reforços trazidos por Van Gaal até agora deixaram a desejar.
Na defesa, Badstuber é uma opção insegura demais. Braafheid mostrou neste início de temporada que seu futebol não corresponde a um time com as cobranças do Bayern e Pranjic foi improdutivo no ultimo jogo.
No ataque, talvez o maior argumento para criticar o novo treinador. As atuações de Olic, como titular na primeira rodada, ou entrando durante a partida como aconteceu contra o Mainz, já deveriam credenciar o croata a estar entre os titulares.
Porém, repetidos maus inícios de temporada fazem pensar na falta de sequência no banco de reservas do time, algo que acontece desde que Felix Magath deixou o clube, em 2007, após três temporadas no comando da equipe. Seria a troca constante de treionadores o principal problema do maior campeão alemão…
O clima já não é mais o mesmo
Wolfsburg e Hamburg protagonizaram o duelo de candidatos ao titulo e a vitória dos hanseáticos mostrou que a equipe tem potencial e disposição para disputar o titulo.
As boas chances criadas pela dupla Jarolim e Petric deram muito trabalho ao goleiro Benaglio, que já havia sido superado por Guereiro e Elia antes mesmo dos 10 minutos iniciais. O empate do Wolfsburg veio no segundo tempo, mas Petric e Castelen garantiram a vitória por 4 a 2 do time comandado por Bruno Labbadia.
Bastou o fim de uma sequência de vitórias em casa, com a derrota por 4 a 2 para o Hamburg para que a paz fosse quebrada em Wolfsburg. O artilheiro Edin Dzeko e a recente contratação Karim Ziani se estranharam durante o treinamento da equipe e precisaram ser separados por colegas de time.
Nova responsabilidade para Armin Veh: acalmar os ânimos dos atuais campeões.
Apagando cicatrizes
O Union Berlim, atual líder da segunda divisão da Bundesliga, cancelou seu patrocínio, no valor de € 10 milhões até 2014, devido aos laços da empresa International Sport Promotion com a Stasi, a principal organização de polícia secreta e inteligência da República Democrática Alemã (RDA).
A causa oficial para o rompimento, segundo a diretoria do clube foram alguns descumprimentos de contrato. Mas de acordo com a revista alemã Spiegel apurou que o presidente Juergen Czilinsky da “ISP” era membro da Stasi, acusação não negada pelo presidente, e justificada de que isso aconteceu há mais de 25 anos.
Durante o regime comunista, o União Berlim era o time que se sentia “prejudicado” pelo Dynamo Berlim, equipe mantida pela Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental.



