O Mundial é mais um emblema para o Bayern se firmar como um dos maiores times da história

A supremacia do Bayern de Munique em 2013 foi completada neste sábado. O favoritismo dos bávaros no Mundial de Clubes já era gigantesco e aumentou ainda mais quando o Atlético Mineiro caiu nas semifinais. O Raja Casablanca foi valente e contou com os gritos da maioria em Marrakesh durante os 90 minutos, mas pouco ameaçou a vitória do time de Pep Guardiola. Os 2 a 0 no placar foram suficientes para garantir a quinta taça ao time no ano em seis disputadas, uma ainda inédita na sala de troféus em Munique.
Depois do que aconteceu em 2010, quando a Internazionale venceu o Mazembe na final, era de se esperar que os campeões europeus não demonstrassem tanta vontade depois que abrissem vantagem. Não foi o que aconteceu. O Bayern levou a sério a partida durante a maior parte do tempo. Rondou a área dos africanos, criaram boas chances e perderam alguns gols feitos, que poderiam ter aumentado a diferença. No fim, os tentos de Dante e Thiago Alcântara foram suficientes para o triunfo. Como bem definiu o jornal L’Equipe, era o ‘Raja against the Machine’. E a máquina funcionou, como de praxe.
Ao final da partida, a festa do Bayern. Apesar da teoria de que os europeus não dão muita bola para o Mundial, os alemães não demonstraram isso. Nas arquibancadas, surgiu até mesmo uma bandeira afirmando que este é o terceiro título mundial do clube, em alusão às conquistas do Mundial Interclubes em 1976, contra o Cruzeiro, e em 2001, contra o Boca Juniors. O título serve para reafirmar ainda mais a força do esquadrão montado por Jupp Heynckes e mantido por Guardiola. Vale o simbolismo da expansão territorial além da Europa, embora a qualidade do time seja mais do que atestada.
Do outro lado, ficou a honra do Raja Casablanca – reconhecida até mesmo pelo Bayern, que fez um corredor para aplaudir a ida dos vice-campeões ao pódio, durante a entrega das medalhas. Os marroquinos fizeram a maior campanha de um time que não foi campeão na história do Mundial. Surpreenderam Monterrey e Atlético nas fases anteriores, fizeram jogo duro contra o Bayern. Para se ter uma ideia, os anfitriões finalizaram 11 vezes na final, o mesmo tanto que os campeões. Faltou o gol, que não veio por pouco. Mas não faltou o apoio da fantástica torcida, ponto alto deste Mundial.
No fim, o Bayern ainda ficou com as principais premiações individuais. Franck Ribéry e Phillip Lahm ficaram com a Bola de Ouro e a de Prata, respectivamente, enquanto Mouhssine Iajour. Os astros do clube alemão ganharam mais por fama do que por merecimento. Tudo bem. Dentro de campo, principalmente pelas atuações de Thiago Alcântara e David Alaba, não faltaram méritos ao Bayern. Campeão para elevar um pouco mais o nome desta geração na eternidade.

Destaque do jogo
A postura do Bayern. Não era o Raja Casablanca que faria os bávaros se empenharem menos em campo. Para evitar uma surpresa como a sofrida pelo Atlético Mineiro, o time de Pep Guardiola jogou sério durante a maior parte do jogo. A partir da metade final do segundo tempo, quando o Raja se entregou de vez, é que os alemães diminuíram o ritmo.
Momento chave
O gol do Bayern no início do jogo. O Raja Casablanca não se intimidou com os campeões europeus durante os primeiros minutos da partida. O tento de Dante logo de cara serviu para esfriar os ânimos dos anfitriões e dar tranquilidade aos bávaros na decisão.
Os gols
7’/1T – GOL DO BAYERN! Escanteio pela direita. Boateng ajeita de cabeça na entrada da área, para Dante. Livre após a linha de impedimento mal feita pelos marroquinos, o brasileiro estufa as redes de Askri.
22’/1T – GOL DO BAYERN! Alaba faz grande jogada pela ponta esquerda e rola para Thiago Alcântara. Da entrada da área, o meia chuta no canto para anotar um bonito gol.
Curiosidade
Pep Guardiola conquistou seu oitavo título internacional como treinador: são três Mundiais de Clubes, duas Ligas dos Campeões e três Supercopas Europeias. Iguala o recorde de Alex Ferguson e Carlos Bianchi.
Ficha técnica





