Alemanha

Luca Toni, o dono do Bayern

“Um ou dois jogos bons não são suficientes. O Bayern não é nenhuma Fiorentina”. Oliver Kahn certamente deve estar convencido de que, em dezembro, falou bobagem ao criticar publicamente o companheiro italiano Luca Toni. Poucos meses depois, com 40 gols na temporada (somando jogos das Eliminatórias da Euro), Toni já se consolidou como o principal jogador dos bávaros.

Não é comum ver italianos fazendo sucesso na Bundesliga. Diante disso, era natural desconfiar de Luca Toni a partir de sua chegada ao Bayern. Com três gols em seus três primeiros jogos pelo Campeonato Alemão, o atacante dispensou maiores adaptações e deu a entender que se tornaria, de fato, o maior centroavante do time desde Élber.

Após um início muito bom e a manutenção de uma forma em alto nível, Toni vem ainda melhor nas últimas semanas. Pela Copa da Uefa, matou o Getafe em cinco minutos finais de prorrogação com dois gols. Três dias depois, o relógio apontava só 22min de jogo e o centroavante italiano já havia feito mais dois em cima do Borussia Dortmund, pela Bundesliga.

A partida seguinte foi contra o Eintracht Frankfurt, que abriu os trabalhos com um gol de Köhler. Com Ottmar Hitzfeld poupando alguns titulares, Luca Toni jogou isolado no ataque. E quem disse que precisava de mais? O italiano fez dois gols, pelo terceiro jogo consecutivo, e deu três pontos preciosos para isolar ainda mais o Bayern na ponta da tabela.

Os dias seguintes apresentaram o primeiro título possível para o Bayern. Tratava-se da Copa da Alemanha e Luca Toni, mais uma vez, não decepcionou. Com uma doppietta, sendo um dos gols na prorrogação, foi o herói da vitória por 2-1 sobre o Borussia Dortmund na final da Copa da Alemanha, fechando com chave de ouro uma seqüência de oito gols em quatro jogos.

Contratar Luca Toni significa, imediatamente, garantir algo próximo de 30 gols em uma temporada, estando fisicamente bem em boa parte dela. São poucos os jogadores desse calibre e é possível se lembrar de Samuel Eto’o, David Trezeguet ou Ruud van Nistelrooy, por exemplo. Toni, pelo que faz desde que explodiu no Palermo e por esta época, precisa ser incluído nesse rol.

Novo técnico em Gelsenkirchen

O Schalke 04 chegou ao consenso de que o trabalho de Mirko Slomka não tinha mais margem de evolução. Excetuando a atípica campanha na Liga dos Campeões, o desempenho dos Azuis Reais era um tanto quanto decepcionante na atual temporada. O trauma de perder a edição passada da Bundesliga no último jogo, porém, certamente não foi esquecido.

Há algumas coisas, porém, a serem ressaltadas. A primeira delas é que os investimentos do Schalke em contratações têm sido muito modestos para se exigir uma campanha de título, sobretudo em comparação com a força atual do Bayern. Especialmente nos últimos dois anos, apenas nomes modestos chegaram em Gelsenkirchen. Jogadores importantes como Poulsen e Lincoln não receberam reposições dignas.

O grande mérito de Slomka foi resgatar a personalidade e a alma de um time que vinha em baixa. Além disso, lançou jovens jogadores como Özil, Neuer, Pander, que rapidamente atingiram um nível de ótimas atuações. Ainda assim, se identificava uma estagnação no trabalho de Mirko Slomka.

Para a próxima temporada, o novo comandante já está definido: Fred Rutten, de 45 anos, que vem de uma campanha muito boa com o Twente, tentará repetir o sucesso de Huub Stevens, também holandês e técnico do Hamburgo. Em seu currículo, Rutten ainda traz o respaldo de Guus Hiddink, de quem foi auxiliar no PSV.

Rutten terá o desafio de possivelmente oxigenar um trabalho que vinha estagnado. É provável que isso se dê sem o acréscimo de muitos reforços no mercado de inverno.

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Equipe Trivela

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