‘O legado está lá’: Ídolo brasileiro do Leverkusen confia em outra era vencedora
Clube alemão é, de longe, quem mais teve jogadores brasileiros na história da Bundesliga
São vários os acenos feitos pelo Bayer Leverkusen ao público brasileiro recentemente. Em julho deste ano, o time principal do clube alemão fez treinos e jogos no Rio de Janeiro (inclusive, sofreu 5 a 1 do Flamengo sub-20) como preparação para temporada 2025/26. No mesmo mês, foi inaugurada uma escolinha em São Paulo para crianças e adolescentes de cinco a 15 anos.
É a primeira academia de um clube alemão no país, tendo a chancela da Bundesliga. Para o ídolo dos Aspirinas e embaixador da equipe na América do Sul, Paulo Sérgio, a relação entre Leverkusen e Brasil começou a ser construída pela história dos vários jogadores brasileiros que vestiram a camisa vermelha.
— Se nós observarmos a história do Bayer Leverkusen, saíram 24 jogadores do Brasil direto para o time. Estamos falando de Zé Roberto, Lúcio, Renato Augusto, tantos outros. O clube tem uma história grande com os atletas brasileiros — iniciou o ex-atacante em entrevista à Trivela no evento “Jogando Juntos pelo Unicef”.
— É por isso que hoje eles entram no cenário brasileiro com força, até porque tem muitos simpatizantes. Nós já temos o Instagram ‘Bayer BR’ há quatro meses, inauguramos a Bayer 04 Academy. Então o Bayer Leverkusen sempre visou o futebol brasileiro com muito carinho — completou.
😳🔴⚫️ Desencontro com Flamengo, 'susto' em favela e mais…
— Trivela (@trivela) July 23, 2025
Os bastidores da pré-temporada do Bayer Leverkusen no Rio de Janeiro
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Bayer Leverkusen, o time ‘mais brasileiro’ da Bundesliga
Os 24 jogadores fazem do clube o que mais teve atletas brasileiros no Campeonato Alemão — o Bayern de Munique, por exemplo, teve 13 atletas brasileiros.
O primeiro foi Tita, em 1987, vindo do Vasco. Depois dele, vários fizeram sucesso, em especial Lúcio, Juan, Zé Roberto e, claro, Paulo Sérgio. O ex-atacante atuou pelo time de Leverkusen por quatro anos, entre 1993 e 1997, quando somou temporadas artilheiras, terminando a passagem com 64 tentos.
Ele, porém, viveu outra era, precisando ir para o gigante de Munique para vencer títulos na Alemanha (Champions League, Bundesliga, Copa da Alemanha e mais).
No elenco atual, há apenas Arthur, ex-América Mineiro, presente nas conquistas do Campeonato Alemão e na copa e supercopa local no ano passado.

Todos os brasileiros que atuaram pelo Bayer Leverkusen:
- Tita (entre 1987-1988)
- Jorginho (1989-1992)
- Paulo Sérgio (1993-1997)
- Rodrigo Chagas (1995-1996)
- Ramon Menezes (1995–1996)
- Zé Elias (1996–1997)
- Emerson (1997–2000)
- Zé Roberto (1998–2002)
- Robson Ponté (1999–2001)
- Lúcio (2001–2004)
- Marquinhos (2000–2002)
- França (2002–2005)
- Juan (2002–2007)
- Cris (2003)
- Roque Júnior (2004–2007)
- Athirson (2005–2007)
- Henrique (2008–2009)
- Renato Augusto (2008–2012)
- Lucão (2010–2011)
- Carlinhos (2012–2013)
- Wendell (2014–2021)
- André Ramalho (2015–2016)
- Paulinho (2018–2022)
- Arthur (2023–)
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Paulo Sérgio se mostra confiante em nova era do clube
O título alemão do Leverkusen em 2024 foi inédito, como a supercopa meses depois, e ainda veio o bi da Copa da Alemanha. Tudo isso de forma invicta sob comando de Xabi Alonso, técnico agora do Real Madrid após saída em maio passado.
— Foi um título assim para tirar o chapéu, não perdeu nenhuma partida, fez jogos históricos, ganhando nos últimos minutos. Foi uma temporada muito especial porque nada deu errado — elogiou Paulo Sérgio.
Agora sem o treinador supercampeão e mais as saídas de Florian Wirtz, Frimpong e outros, o time alemão precisa se reestabelecer. O primeiro teste para comissão técnica, Erik ten Hag, deu errado, demitido com menos de um mês de temporada. Kasper Hjulmand foi o substituto que trouxe, aparentemente, mais estabilidade.
O ex-atacante brasileiro, ao ser perguntado se o time pode voltar a vencer o título alemão como aconteceu no passado, foi categórico: “O clube é muito grande, o foco é sempre pensar no time. Treinadores, atletas são importantes, mas todo mundo passa. O legado que Xabi deixou de um time vencedor ainda está lá”, disse.
— Agora há uma reformulação, vindo jogadores novos, técnico novo, e o Bayer Leverkusen mostrando que tem um grande potencial também em trazer outros atletas de outros países — completou.
O Bayern de Munique, no entanto, já retomou o título na temporada passada e na atual faz o melhor início de sua história após seis rodadas, caminhando para o 13º títulos nos últimos 14 anos. Paulo Sérgio não vê essa hegemonia como ruim para a Bundesliga porque há cenários parecidos em outras ligas.
— Se nós observarmos o cenário brasileiro, nós estamos falando sempre em dois times, Palmeiras e Flamengo. Na Espanha, sempre Barcelona ou Real Madrid. Em tantos outros países é praticamente quase igual. […] A Bundesliga sempre foi grande, até porque o último colocado é sempre casa cheia — finalizou.



