Jogador do Paderborn convence juiz a anular cartão do adversário ao admitir cavada
O futebol é, antes de tudo, um esporte. E o esporte é, antes de tudo, uma disputa honesta entre adversários. Ou deveria ser. Neste fim de semana, na Alemanha, aconteceu um desses casos que nos faz acreditar mais que o futebol é muito maior do apenas uma disputa envolvendo dois lados sedentos por vitória. É um esporte. O atacante Stefan Kutschke, do Paderborn, puxava contra-ataque e caiu, após supostamente ter sofrido uma falta do meio-campista Christoph Kramer, jogador da seleção alemã. O árbitro mostrou cartão amarelo ao jogador do Borussia Mönchengladbach, mas Kutschke, que claramente simulou a falta, foi falar com o juiz para convencê-lo que o adversário não tinha sequer tocado nele, em um surto de fair play.
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Com isso, o árbitro anulou o cartão amarelo dado a Kramer e resolveu a questão com uma bola ao chão. Kramer, então, devolveu a posse de bola ao Paderborn. Um exemplo de fair play, que nos lembra que o esporte se tornou um negócio multimilionário – o que é excelente, claro -, mas que é, antes de tudo isso: um esporte. E deve ter o respeito entre os adversários.
Depois do jogo, Kutschke deu entrevistas admitindo que escorregou no gramado (hum, sei) e que quando viu Kramer tomar o cartão amarelo, achou que era injusto e foi lá conversar com o árbitro para reverter a decisão. Vale também destacar o árbitro, que admitiu o erro – já vimos casos em que o árbitro casa com o erro, mesmo quando sabe que não está correto.
Veja aí o lance:
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