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Impotência: Arsenal toma rasteira do Schalke em Londres

O aviso já tinha sido dado no final de semana. O Arsenal vinha de uma derrota frustrante para o Norwich, enquanto o Schalke 04 seguia motivado pelo triunfo no clássico contra o Borussia Dortmund. E o embalo dos alemães fez a diferença no encontro das duas equipes nesta quarta, no Emirates Stadium. Diante da impotência dos Gunners no ataque, os Azuis Reais balançaram as redes duas vezes nos minutos finais e alcançaram importante vitória por 2 a 1.

Em primeiro tempo morno, o Arsenal teve o controle do jogo durante a maior parte do tempo. Comandados por Santi Cazorla, os Gunners trabalhavam o passe no campo de ataque, mas tinham dificuldades em encontrar espaços na defesa alemã. Já o Schalke explorava bastante o jogo pelos lados do campo, com Jefferson Farfán e Ibrahim Afellay. Aos 43, os Azuis Reais tiveram a melhor oportunidade da etapa inicial. Após passe magistral de Roman Neustädter, Klaas-Jan Huntelaar bateu forte, ao lado da meta de Vito Mannone.

O Arsenal deu a impressão de ter voltado do intervalo com mais fome de jogo, após boa jogada de Aaron Ramsey. Entretanto, foi o Schalke quem movimentou o confronto na segunda etapa e Farfán desperdiçou ótima bola dentro da área aos oito minutos. Os alemães tinham mais facilidade para finalizar e, aos 31, Huntelaar finalmente tirou o zero do placar.

A desvantagem forçou Arsène Wenger a fazer mudanças no time, colocando Andrey Arshavin e o garoto Serge Gnabry, de 17 anos. Com os ingleses posicionados no campo ofensivo, o Schalke aproveitou para matar o jogo em um contra-ataque. Ibrahim Afellay concluiu para as redes e decretou a vitória. Com o resultado, os Azuis Reais assumem a liderança do Grupo B com sete pontos, um a mais que o Arsenal, segundo colocado.

Formações iniciais

Destaque do jogo

A dupla de zaga do Schalke 04. Benedikt Höwedes e Joel Matip demonstraram grande entrosamento para fechar os espaços diante da movimentação constante do ataque do Arsenal. Os dois jogadores somaram oito desarmes na partida, o dobro do anotado pelos quatro defensores dos Gunners juntos.

Momento-chave

A interceptação feita por Roman Neustädter, no lance que originou o segundo gol do Schalke. O volante dominou o passe de Francis Coquelin e rapidamente armou o contragolpe, pegando a defesa do Arsenal completamente aberta.

Os gols

31’/2T – GOL DO SCHALKE 04! Após bola mal afastada pela zaga, Afellay toca de cabeça para Klaas-Jan Huntelaar. Entre os dois zagueiros, o centroavante invade a área e toca rasteiro, por baixo de Vito Mannone.

41’/2T – GOL DO SCHALKE 04! Bola roubada no meio de campo e contra-ataque dos Azuis Reais. Farfán recebe pelo lado direito e, na linha de fundo, faz o cruzamento para área. Livre de marcação, Afellay só escora.

Curiosidade

O Arsenal não perdia um jogo na fase de grupos da Liga dos Campeões em casa desde setembro de 2003. Na ocasião, os Gunners foram derrotados pela Internazionale por 3 a 0, em sua estreia na competição.

Ficha técnica

ARSENAL X SCHALKE 04

  Arsenal
Vito Mannone, Carl Jenkinson (Serge Gnarby, 38’/2T), Per Mertesacker, Thomas Vermaelen e André Santos; Francis Coquelin e Mikel Arteta; Aaron Ramsey, Santi Cazorla e Lukas Podolski (Andrey Arshavin, 38’/2T); Gervinho (Olivier Giroud, 31’/2T). Técnico: Arsène Wenger.
Schalke 04
Lars Unnerstall, Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Joel Matip e Christian Fuchs; Roman Neustadter e Marco Höger (Jermaine Jones, intervalo); Jefferson Farfán, Lewis Holtby (Tranquillo Barnetta, 20’/2T) e Ibrahim Afellay; Klaas-Jan Huntelaar (Ciprian Marica, 43’/2T). Técnico: Huub Stevens.
Local: Estádio Emirates, em Londres (ING)
Árbitro: Jonas Eriksson (SUE)
Gols: Klaas-Jan Huntelaar, 31’/2T; Ibrahim Afellay, 41’/2T
Cartões amarelos: Thomas Vermaelen, Mikel Arteta, Aaron Ramsey e Gervinho (Arsenal); Ibrahim Afellay e Marco Höger (Schalke 04)
Cartões vermelhos: Nenhum

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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