Era Klopp na Alemanha começa lenta e longe do ‘rock and roll’ em derrota para a Grécia
No clássico estilo retranca, Grécia sai com o resultado e a Alemanha segue sem grande atuação
A seleção da Alemanha voltou a jogar em casa e perdeu para a Grécia neste domingo (27), por 1 a 0, na WWK Arena — na segunda vez na história que Augsburg recebeu um jogo da seleção principal. O gol foi marcado por Dimitris Kourbelis.
No segundo jogo da era Jürgen Klopp na seleção alemã, Karim Adeyemi foi o jogador mais incisivo e que levou mais perigo à defesa grega, mas a equipe teve dificuldade de criar chances claras. Felix Nmecha também fez bom jogo, enquanto Konstantinos Tzolakis, goleiro grego, foi o melhor da partida.
Trivela: Futebol europeu por quem entende
Klopp segue sem vencer em dois jogos com a Alemanha
Depois de um empate contra os Países Baixos, a Alemanha ilustrou bem como é o início de um novo trabalho no futebol de seleções: muitos testes, lentidão e pouca criatividade e entrosamento. Apesar de dominar a bola com ampla vantagem nos números de posse, o time de Jürgen Klopp pouco conseguiu fazer com ataques posicionais.
Por outro lado, o clássico futebol “rock and roll” que popularizou os trabalhos de Klopp também não apareceu. Adeyemi, com tentativa de dribles e jogadas individuais, foi quem mais levou perigo pelos lados.
A primeira etapa acabou com 79% de posse de bola para os alemães, mas as melhores oportunidades vieram em contra-ataques. O próprio Adeyemi conseguiu uma boa escapada desde o meio-campo, sozinho, e driblou Kostas Tsimikas para entrar na área e finalizar por cima do gol. Foi a melhor chance do jogo até aquele momento.
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Joshua Kimmich, que atuava como lateral-direito na Copa do Mundo sob o comando de Julian Nagelsmann, voltou a ser volante e foi participativo na construção. Felix Nmecha, ao seu lado no meio, continuou seu bom momento na seleção sendo um segundo-volante ofensivo, tentando passes de ruptura e avançando o jogo com conduções.
Entre as novidades da convocação, o centroavante Younes Ebnoutalib e o meia Bambasé Conté tiveram atuações apagadas e pouco fizeram. O centroavante do Eintracht Frankfurt, inclusive, teve uma chance dentro da área em cruzamento, mas não finalizou bem.
Com o passar do tempo, incluindo na segunda etapa, a Alemanha alternava tentativas de passes de ruptura pelo meio com combinações pelos lados. Dobradinhas com Nathaniel Brown, lateral-esquerdo, subindo pelo corredor, ou com os pontas atraindo a marcação para abrir espaço para passes para o meio. Mas, apesar de promissor, nenhum desses movimentos gerou grandes chances.
A Grécia quase nada fez em todo o jogo. Mas, aos 67 minutos, teve a chance de abrir o placar e mudar a partida — mas desperdiçou. Em um erro de saída de bola do time alemão, Kimmich foi desarmado por Vangelis Pavlidis, que deixou Fotis Ioannidis frente a frente com o goleiro Alexander Nübel, mas errou um chute livre na entrada da pequena área.
Não demorou para, no fim, os gregos decretarem a derrota alemã. Em contra-ataque, a única forma que conseguia chegar ao ataque, a Grécia contou com a velocidade de Cristos Tzolis, mas desvios na defesa da Alemanha tanto no passe quanto no chute de Dimitris Kourbelis, que deslocou Nübel.
Konstantinos Tzolakis, goleiro grego, acabou sendo o grande nome da partida. Não fez defesas milagrosas, mas foi acionado em diferentes oportunidades e salvou o gol da Grécia, principalmente em chutes de fora da área.
A grande Data Fifa seguirá com mais dois jogos em outubro. A Alemanha enfrentará a Sérvia, também em solo alemão, na próxima quinta-feira (1), às 15h45 no horário de Brasília. Depois, voltará a enfrentar a Grécia, desta vez em território grego, no próximo domingo (4), no mesmo horário.