Alemanha

De Ligt diz que sente mais ambição de vencer a Champions no Bayern do que na Juventus

O jovem zagueiro trocou Turim por Munique no começo da temporada e sente que tem mais condições de ganhar a Champions League

A Juventus ganhou o Campeonato Italiano nove vezes seguidas e parecia que havia focado suas atenções em tentar levar a Champions League. Embora tenha chegado duas vezes à final com Massimiliano Allegri, até buscou uma mudança de estilo para ver se rolava. O curioso é que, segundo Matthijs de Ligt, a ambição de conquistar a Europa não estava tão grande em Turim quanto no Bayern de Munique, clube para o qual se transferiu na última janela.

Depois de ser semifinalista pelo Ajax, De Ligt passou três anos na Juventus. Pegou a queda da Velha Senhora, com Maurizio Sarri, Andrea Pirlo e o retorno complicado de Allegri. Foram três eliminações consecutivas nas oitavas de final, para Lyon, Porto e Villarreal. Por melhor que tenham jogado, não eram os três adversários mais difíceis para um mata-mata de Champions League.

“Para mim é um avanço em termos de equipe. A Juventus é uma equipe muito boa. Eu só acho que o Bayern tem tudo, em termos de time e ambição, para vencer a Champions League. Tive a sensação de que era um pouco menos na Juve”, disse, em entrevista ao jornal NOS. “Eu me diverti muito (na Juve), realmente gostei, mas senti que era hora de um novo desafio”.

De Ligt está com a seleção holandesa para os últimos dois jogos da primeira fase da Liga das Nações, contra Polônia e Bélgica, e também acredita que a transferência pode ajudá-lo a ganhar mais espaço no time de Louis van Gaal porque o Bayern de Munique joga com um estilo mais parecido. Ele briga por posição com Stefan De Vrij, da Internazionale, para ser parceiro de Van Dijk. “O Bayern está mais próximo da filosofia que o técnico da seleção quer em campo”, disse.

O jovem zagueiro de 23 anos também sabe que precisa jogar com regularidade para ganhar essa posição de vez. Ele foi meio reserva quando chegou no Bayern porque tarde aos treinamentos, mas fez os 90 minutos das últimas três rodadas da Bundesliga. “Não estou nada preocupado. Joguei todos os seis dos últimos oito jogos. Estou satisfeito com o meu tempo de jogo e como foram os primeiros dois meses”, afirmou.

A Holanda tem vantagem de três pontos para a Bélgica na primeira divisão da Liga das Nações, com um confronto direto em casa, mas também pensa na Copa do Mundo. “Seria bom se pudéssemos nos classificar para as semifinais da Liga das Nações. É uma situação um pouco estranha. Estamos no início da temporada e já se fala em Copa do Mundo”, contou.

De volta à Copa do Mundo, a Holanda está no Grupo A, ao lado de Senegal, Equador e o anfitrião Catar.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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