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Contra um Wolfsburg implacável, Bayern leva o mesmo número de gols de todo o primeiro turno

Depois da pausa de inverno e de quase dois meses de férias, ainda mais com uma confortável vantagem de 11 pontos, não seria estranho que e o Bayern de Munique retomasse os trabalhos pelo Campeonato Alemão um pouco devagar, meio fora de ritmo. Mas nem o torcedor mais pessimista poderia esperar que o hegemônico time bávaro sofresse uma goleada do Wolfsburg, segundo colocado, na rodada que abre o segundo turno.

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Foi o que aconteceu: em casa, os Lobos fizeram 4 a 1 no Bayern de Munique, um placar, de certa forma, simbólico. Porque, em uma única partida, a defesa de Pep Guardiola foi vazada o mesmo número de vezes que em todo o primeiro turno da Bundesliga. Antes da pausa de inverno, estava com uma das menores médias de gols sofridos da história do futebol europeu.

É verdade que a goleada tem alguns aspectos circunstanciais. O Wolfsburg, inspirado como nunca, abriu o placar aos 4 minutos, em um contra-ataque no qual todos os passes encaixaram e Bas Dost acertou uma bela finalização. O mesmo Dost levou um pouco de sorte no belo segundo gol dos donos da casa, e de repente o Bayern de Munique foi para o intervalo perdendo por 2 a 0.

Mesmo assim, o Bayern esteve irreconhecível, apesar da posse de bola, sem intensidade para pressionar a defesa do Wolfsburg quando essa recuperava a bola. A linha de zaga jogou ainda mais adiantada, muitas vezes no campo de ataque, e foi presa fácil para o contra-ataque. Estava longe demais até para Manuel Neuer fazer o papel de líbero. Nessa brincadeira, Kevin de Bruyne foi duas vezes lançado sem nenhum jogador adversário à frente para impedi-lo. Sobrou para os pesados zagueiros do Bayern correrem atrás dele. Quando foi a vez de Dante, aconteceu isso aqui:

Embora os dribles de De Bruyne sejam constrangedores, não dá para culpar Dante, no mano a mano com um atacante muito mais rápido do que ele. Nenhum zagueiro consegue competir na velocidade com um meia ou um atacante com tanto campo para correr. A responsabilidade está mais na fragilidade do sistema defensivo, que funcionou tão bem no primeiro turno, mas nesta oportunidade esteve muito exposto.

Com o resultado, a diferença de pontos entre o primeiro colocado e o segundo caiu para oito. Ainda tem muito campeonato pela frente, mas, ao mesmo tempo, é cedo demais para prever uma derrocada do Bayern de Munique, ainda de longe o melhor time e melhor elenco da Bundesliga. Qualquer faixa de campeão, porém, estará carimbada por essa goleada do Wolfsburg, cujos torcedores voltam para casa felizes da vida por terem conseguido vencer tão categoricamente esse gigante econômico.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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