Alemanha

Como voltar?

Quase duas décadas já se passaram desde a reunificação da Alemanha e a cada temporada a impressão de que o fim dos anos de domínio do regime comunista no lado oriental agiria de forma quase irrecuperável no futebol. Pouco a pouco, os remanescentes do leste alemão lutavam para sobreviver à queda para as divisões inferiores do país.

Em 1991, o Hansa comemorou pela primeira e ultima vez o título da DDR-Oberliga, o título da Alemanha Oriental. Em 2009, na disputa da 2.Bundesliga, o clube parece dar um triste passo para uma situação muito complicada de ser revertida. O Hansa Rostock, ocupa a penúltima colocação da segunda divisão alemã e corre o real risco de disputar a terceira divisão, a Regionalliga, na próxima temporada.

Após anos na disputa da primeira e a segunda divisão, a situação atual é dramática. Com apenas quatro vitórias e 18 pontos em 21 rodadas, a equipe branca e azul só venceu uma vez desde que o técnico Frank Pagelsdorf deixou o cargo e sua saída já é avaliada como um grande erro do clube, que tentou a contratação de Thomas Doll, mas trouxe Dieter Eilts. Pressionado pela falta de resultados, já se discute sua permanência.

Desde que assumiu o comando do Hansa Rostock, no final de 2008, Eilts tomou atitudes ousadas: afastou seis atletas do elenco durante a pausa de inverno, entre eles, Christian Rahn, que transferiu-se para o Greuther Fürth e tem se saído bem e o atacante Henri Myntti, que foi para o banco de reservas. Tais atitudes teriam desestabilizado ainda mais o grupo e os resultados não apareceram.

Em campo, a cada partida o Hansa Rostock aparece mais desorganizado, sem espírito de coletivo e mostrando que não existe comunicação entre o grupo de jogadores durante os jogos. A defesa não é das piores, mas o ataque deixou muito a desejar até o momento, e o meio campista Mario Fillinger é um dos poucos jogadores a fazer um bom campeonato.

Até mesmo a orgulhosa torcida hanseática parece ter desistido de apoiar o time. Na partida contra o Freiburg, apenas sete mil torcedores foram a DKB-Arena, um estádio para quase 30 mil pessoas. No clássico contra o 1860 Munique, foram apenas 8 mil.

Se oscilar entre a primeira e a segunda divisão não é bom, a situação ficaria muito pior na pouco rentável terceira divisão alemã. O futebol do antigo lado oriental parece dar seus últimos suspiros.

Nova liderança

A Bundesliga tem um novo líder, sem nunca ter se afastado das primeiras colocações, o Hamburgo assumiu a liderança após vencer, de forma até surpreendente, o bom Bayer Leverkusen por 2 a 1, na LTU-Arena, em Dusseldorf, com dois gols de Marcell Jansen, que está ainda melhor neste reinício de temporada.

Para completar a rodada de sorte de Martin Jol, o Hertha Berlim foi derrotado por 2 a 1 para o Wolfsburg, o ataque bósnio Edin Dzeko marcou os dois gols do Wolfsburg e foi o melhor da partida.

Além disso, o Hoffenheim não conseguiu superar o Stuttgart, o empate em 3 a 3 manteve Markus Babbel ainda invicto na Bundesliga, desde que assumiu o comando do clube. O atacante do Hoffenheim Demba Ba marcou os três gols do time.
 

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Equipe Trivela

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