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Com Guardiola, Manchester City espera alcançar o sonho: estar entre os melhores da Europa

A chegada de Pep Guardiola ao Manchester City parecia iminente mesmo antes do treinador anunciar que não continuaria no Bayern de Munique na temporada que vem. Mesmo assim, o seu anúncio nesta segunda-feira foi um pouco surpreendente, considerando que ainda temos quase metade da temporada pela frente. O anúncio, porém, parece estrategicamente pensado tanto pelo lado do clube, quanto pelo lado de Guardiola e até de Manuel Pellegrini, que ocupa atualmente o cargo: abre possibilidade de um futuro melhor. Todos podem ganhar com isso, a começar pelo próprio técnico atual, que precisa mostrar trabalho, o futuro técnico, para escolher os jogadores para trabalhar, e o clube, que almeja estar nos melhores do continente e do mundo.

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O Manchester City é o único clube inglês na disputa de todos os campeonatos possíveis: Copa da Liga, Copa da Inglaterra, Premier League e Champions League. É um dos melhores, se não for o melhor, elenco da Inglaterra. Já é suficientemente atraente para levar jogadores. Só que com Guardiola, isso aumenta mais ainda. Muitos jogadores gostariam de ser treinados pelo catalão, tantas vezes colocado como um dos melhores do mundo na sua profissão.

A carta na manga do City passa a ser Guardiola. Um time com posse de bola, que domine o campo todo e com jogadores versáteis, que possam atuar por todo o campo. É possível vermos jogadores se transformarem em meio-campistas, meio-campistas virarem defensores e atacantes mudarem de posição.

Também é de se esperar que muitos dos ótimos jovens em quem o City depositou esperanças nos últimos anos comecem a ganhar espaço. Acima de tudo, claro, o que os torcedores do City mais ansiarão é por um futebol que seja bonito, que seja dominante, que faça com que o time atinja o patamar que sonha desde que o dinheiro passou a jorrar: mais do que ter muitos grandes jogadores, ser um grande time de grandes jogadores.

Com tudo isso, também é um incentivo para quem já está lá. Certamente Guardiola terá que se desfazer de alguns dos jogadores. Quem está lá precisará mostrar serviço. E o City tem muitas competições pela frente para isso. Pode, inclusive, ter uma situação parecida com a última mudança de ares de Guardiola: o Bayern de Munique ganhou tudo que disputou antes da chegada do treinador. A realidade poderia se repetir no City? Pelo elenco, sim.

Se essa situação se repetisse, uma pessoa em especial iria desfrutar muito disso: Manuel Pellegrini. O técnico já sabia há um mês, segundo a sua declaração nesta segunda-feira, que o acordo entre Manchester City e Guardiola estava fechado. Ele sabe também que tem um bom mercado na Europa, inclusive na própria Inglaterra.

O nome dele é cotado para assumir o Chelsea, que tem Guss Hiddink como interino nesta temporada. Ele poderia trabalhar com um elenco também muito farto, de muita qualidade e já com a experiência de Premier League. Algo que o Chelsea certamente vai olhar com carinho, ainda mais se a campanha dos Citizens for realmente boa como se mostra possível ser.

Só que se Guardiola assistiu ao seu futuro time ganhar tudo de camarote, desta vez pode acontecer algo ainda mais dramático: ele ter que enfrentar o futuro time no comando do atual. Ou seja: Bayern de Munique cruzar com o Manchester City nas próximas fases da Champions League.

É possível, porque os dois times são favoritos a avançarem em seus confrontos. O Bayern de Munique tem uma carne de pescoço pela frente com a Juventus de Pogba e Dybala, mas ainda é considerado favorito. O Manchester City é largamente favorito em relação ao Dynamo Kiev. Se Guardiola enfrentar o Barcelona, na temporada passada, já foi prendeu a respiração dos dois lados, tanto do Bayern quanto dos Catalães, imagine se um confronto entre o atual e o futuro time do técnico. Renderia muito o que falar.

O que sabemos é que os holofotes estarão em Guardiola e no Manchester City até o final da temporada. E a expectativa, de lado a lado, começa a crescer. Como Guardiola se sairá no tumultuado calendário inglês? Como se sairá com adversários de tanta correria e dificuldade como têm sido a Premier League nos últimos anos? Perguntas que só veremos começarem a ser respondidas a partir de agosto.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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