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Lewandowski consegue o 41º gol na temporada e supera recorde de Gerd Müller

Embora a vitória tenha vindo fácil, com goleada, o Bayern buscou dar a Lewandowski o gol que o faria bater o recorde e o tento só saiu aos 44 do segundo tempo

A última rodada da Bundesliga tinha o Bayern com um objetivo: dar a oportunidade a Robert Lewandowski para chegar ao 41º gol na liga e ultrapassar a incrível marca de Gerd Müller de maior artilheiro em uma só temporada. O tento que deu a ele a marca foi conquistado só nos últimos minutos da partida, consolidando a goleada do clube diante do rival, também bávaro. Foi também a despedida de Jérôme Boateng, David Alaba e de Javier Martínez, que deixam o clube após o fim de seus contratos.

O recorde de Gerd Müller parecia insuperável. O Panzer marcou 40 gols na temporada 1971/72. Neste raio-x do recorde, mostramos as suas marcas lendárias e a comparação com Lewandowski. No dia 15 de maio, na penúltima rodada, Lewandowski conseguiu igualar a marca. Algo que já seria incrível e notável, diante de um ídolo tão grande e uma lenda como Gerd Müller, como contamos no aniversário de 75 anos do craque.

Ainda no primeiro tempo, o Bayern vencia por 4 a 0, mas nenhum dos gols foram marcados pelo artilheiro polonês. O primeiro gol foi contra, aos nove minutos, com Jeffrey Gouweleeuw. Aos 23, Serge Gnabry aproveitou rebote e marcou 2 a 0. Houve então um pênalti para o Augsburg, mas Daniel Caligiuri cobrou e Manuel Neuer defendeu. Antes do intervalo, Joshau Kimmich aumentou para 3 a 0 e Kingsley Coman marcou o quarto gol.

A goleada era motivo de festa, claro, mas faltava o de Lewandowski. Havia muita expectativa de que o atacante pudesse chegar à marca histórica. Os dois times foram fazendo substituições, com a mais emocionante delas acontecendo aos 16 minutos. Foi quando Boateng foi substituído, muito aplaudido, e entrou Javi Martínez, com a chance de jogar alguns últimos minutos com a camisa bávara.

Vale lembrar que um dos motivos da discordância do técnico Hansi Flick com a diretoria do Bayern foi justamente a renovação de Boateng. O técnico queria que o zagueiro continuasse no clube; o diretor de futebol Hasan Salihamidzic era contra. O diretor venceu e o técnico, já de saco cheio de tantas divergências em outros assuntos também, decidiu deixar o clube ao final da temporada.

Todos procuravam por Lewandowski, mas o gol não saía. Ou melhor, começou a sair do outro lado: André Hahn, aos 22, diminuiu para 4 a 1; aos 26, Florian Niederlechner fez o segundo, deixando em 4 a 2. Vieram mais mudanças e outra despedida: Davide Alaba, que decidiu não renovar com o clube, deixou o campo para a entrada de Corentin Tolisso.

Lewandowski era bem marcado pela defesa do Augsburg, que sabias que o alvo em campo era ele, o tempo todo. Sempre cercado por vários jogadores, o polonês tentava, se movimentava, buscava espaços para receber a bola em condições. E a chance não vinha.

Foi só aos 44 minutos do segundo tempo que ela pintou. Leroy Sané chutou de fora da área, o goleiro Rafal Gikiewicz não conseguiu segurar e a bola sobrou para Lewandowski tirar do goleiro e empurrar para o gol vazio. O gol que fechou a conta na Allianz Arena em 5 a 2 foi o gol histórico, que coloca o artilheiro do Bayern como maior artilheiro em uma única temporada do Campeonato Alemão. Uma marca difícil de ser alcançada por qualquer jogador. Como, aliás, era a marca de Gerd Müller, mas que o polonês foi buscar.

Daqui até a eternidade, nomes como Gerd Müller e Robert Lewandowski estarão na memória de todos os apaixonados pelo Bayern e para quem gosta de futebol e história. Dois craques, que se estabeleceram com marcas que os colocam no panteão das lendas. E lendas, meus amigos e minhas amigas, são para sempre.

Lewandowski aproveita rebote do goleiro para marcar (Imago / OneFootball)
Lewandowski é cercado pelos companheiros para comemorar seu 41º gol na Bundesliga (Imago / OneFootball)

Veja os gols do jogo:

Veja o Bayern recebendo a salva de prata de campeões da Bundesliga:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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