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Lesões (incluindo Covid-19) subiram 20% nas cinco grandes ligas europeias, segundo estudo

A seguradora Howden compilou os dados das cinco ligas durante a temporada 2021/22, ainda com efeitos da pandemia

O total de lesões, incluindo casos positivos de Covid-19, nas primeiras divisões das cinco grandes ligas da Europa foi 20% maior em 2021/22, em comparação com a temporada anterior, segundo um relatório publicado pela seguradora Howden. Com base nos salários dos jogadores e os dias em que eles ficaram indisponíveis, ela também calculou um custo € 610 milhões aos clubes, um salto de 29% – também influenciado pela inflação do mercado europeu.

Por exemplo, o PSG teve 91 lesões, 13 a menos que o Real Madrid, mas o maior custo, segundo a seguradora, em € 40 milhões. A Premier League, que opera com os salários mais altos da Europa no geral, liderou esse quesito, pagando € 219 milhões a jogadores machucados. A liga inglesa também teve o maior número total de lesões, em 1.231. A Ligue 1 teve apenas 691.

Premier League: 1.231
Bundesliga: 1205
La liga: 858
Serie A: 835
Ligue 1: 691

O Real Madrid foi o clube com mais lesões entre as cinco grandes ligas, o que torna ainda mais impressionante ter conseguido conquistar os dois principais títulos – o Campeonato Espanhol e a Champions League. Mesmo disputando quatro competições até o final, o Liverpool teve 80 lesões, a segunda maior marca da Inglaterra, mas ainda abaixo de outros clubes, como Real Madrid, PSG, Bayern de Munique e Borussia Dortmund.

Os cinco primeiros colocados da Bundesliga registraram 379 lesões, mais do que o top 5 das concorrentes. A quantidade de problemas físicos em jogadores com menos de 21 anos aumentou 10 vezes em quatro anos, de 30 em 2018/19 para 326 em 2021/22. “Se você olhar para as duas últimas temporadas, é razoável concluir que as mexidas no calendário (por causa da Covid-19) e o acúmulo de jogos tiveram um impacto na ocorrência de lesões”, disse James Burrows, chefe de esportes da Howden, à Reuters.

“Nós vimos que nas últimas duas temporadas os clubes perderam muitos jogadores seniores e foram forçados a usar jovens com mais frequência. E com o estilo de pressão da Premier League e da Bundesliga, você pode pensar na hipótese de que há uma demanda maior para esses jogadores mais jovens”, acrescentou, relacionando a frequência maior de lesões em Inglaterra e Alemanha a um estilo de jogo intenso e com mais pressão.

A Inglaterra teve um pico de lesões em dezembro (219), quando seu calendário fica insano e, na temporada passada, em meio a uma forte onda da variante Ômicron, mas os números melhoraram a partir de fevereiro. A Premier League começou a adotar uma pausa de inverno no segundo ano do mês. La Liga também teve um salto em dezembro, e Ligue 1 e Serie A registraram seus maiores números em janeiro.

No entanto, no total, lesões não relacionadas à Covid-19 caíram para 352 em janeiro, em comparação com 411 no mês anterior. A temporada 2022/23 do futebol europeu terá um desafio diferente para os clubes, com a Copa do Mundo interrompendo as atividades no final de novembro. “É a primeira vez que vemos uma interrupção no meio da temporada como essa. A pausa de inverno teve ume efeito claro em reduzir a prevalência e ocorrência de lesões em dezembro e janeiro, e isso foi perdido este ano, então você diria que terá um impacto importante”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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