Bundesliga

Lahm e Xabi Alonso se despedem do Bayern, enquanto Robben segue brilhando

No último jogo da temporada, o Bayern de Munique deu adeus a dois dos seus jogadores: o capitão do time, Philipp Lahm, 33 anos, e o espanhol Xabi Alonso, 35. Em campo, o time bávaro venceu por 4 a 1 o Freiburg. Além das homenagens, o que se viu foram outros dois veteranos tomando o show. O principal deles é Arjen Robben. Aos 33 anos, o holandês foi o craque da partida com um gol e duas assistências. Além dele, outro veterano, Franck Ribéry, 34 anos, que entrou no segundo tempo para marcar um dos gols.

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Com o título já garantido desde a rodada anterior, o Bayern só fez a festa em campo. E começou cedo. Aos quatro minutos de jogo, Xabi Alonso tocou para Robben, que fez a jogada que é a sua marca registrada: puxou para o meio e soltou a perna esquerda. O 1 a 0 foi o placar até o intervalo.

Os gols saíram em profusão no segundo tempo. Vidal, aos 28, marcou mais um em um chute colocado de fora da área, depois de passe de Robben. Aos 31 o Freiburg até diminuiu com o centroavante Nils Petersen. Só que o Bayern não se contentaria e marcaria mais dois gols no final do jogo.

Robben fez uma grande jogada para Ribéry, que entrou no segundo tempo, marcar o terceiro gol aos 46 minutos. No finalzinho, já com 48 minutos no relógio, Robert Lewandowski recebeu um cruzamento e tentou cabecear para o gol, mas quem marcou foi Joshua Kimmich, corrigindo a trajetória da bola para as redes.

O Bayern se despede de dois titulares importantes. Lahm é muito difícil de ser substituído, ainda que Kimmich eventualmente o tenha feito por ali. Parece um desperdício, porque o jogador rende mais no meio-campo. O brasileiro Rafinha, 31 anos, é o principal candidato a assumir a posição. Tem qualidade de sobra para jogar por ali, tanto que o técnico da seleção brasileira, Tite, o convocou para amistosos contra a Argentina e Cingapura.

Já Xabi Alonso exerce uma função que o próprio Kimmich pode assumir. O problema é que a característica do espanhol parece ser difícil de substituir. É um dos grandes passadores do mundo. Tem lançamento longo, inteligência e facilita muito a saída de bola do time. Há opções no elenco, como Renato Sánches, o português que nesta temporada ainda foi uma opção no banco. Será algo para o técnico Carlo Ancelotti trabalhar na pré-temporada.

Por outro lado, Robben parece cada vez melhor. O camisa 10 é um jogador decisivo, tem capacidade de driblem, de velocidade e de chute muito acima da média. Ribéry não manteve o mesmo rendimento, mas ainda teve ótimos momentos. Tende mais a ser uma opção no banco para a maioria dos jogos, mas ser usado em partidas mais importantes, que exijam mais experiência e a qualidade que ele já mostrou ter.

Ao mesmo tempo que o Bayern vê veteranos pararem, também vê outros assumindo o posto de líderes de um time que segue como um dos mais fortes do mundo.


bay ext por ReplayFootCom

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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