Bundesliga

Dortmund teve gol anulado, pênalti perdido e fica com o gosto amargo do empate com o Mainz

Um problema crônico do Borussia Dortmund é a sua irregularidade. É assim há anos, e normalmente é o motivo pelo qual o clube não consegue competir pelo título da Bundesliga, embora sempre gere expectativa de que isso pode acontecer. O jogo deste sábado contra o Mainz é bastante representativo do problema dos aurinegros: dominou a partida, poderia ter feito ao menos dois ou três gols, mas acabou em um frustrante empate por 1 a 1 com o Mainz.

O jogo ainda teve alguns aspectos dolorosos. Um deles foi um belíssimo gol de Erling Braut Haaland, em uma jogada bem trabalhada com Thomas Meunier, uma ajeitada linda de Marco Reus e uma finalização precisa do camisa 9, no cantinho. Um golaço que não valeu. Meunier estava impedido ao receber a bola na lateral direita e o lance foi anulado após consulta ao VAR.

O primeiro tempo foi inteiro do Dortmund, que atacou, pressionou e poderia ter marcado mais gols, além daquele que foi anulado. A primeira etapa acabou com 11 finalizações do Dortmund, com seis delas no alvo. Isso além de 72% de posse de bola. Muito além dos números, que podem não representar muito, o time comandado pelo técnico Edin Terzic (que assumiu após a demissão de Lucien Favre em dezembro) foi bem em campo, com boas trocas de passe e construção de jogadas. O inglês Jude Bellingham, um dos melhores em campo, chegou a colocar uma bola na trave.

O drama do Dortmund acontece aos 12 minutos do segundo tempo, quando deu muito espaço para Levin Öztunali, que conduziu a bola, limpou a jogada e chutou de pé esquerdo. Acertou a gaveta, sem chance para Roman Bürki. Sim, porque não basta o Dortmund perder chances a rodo, terminar o primeiro tempo sendo muito melhor, era preciso também tomar um gol que complicou ainda mais a vida.

Para tentar reagir, Terzic levou a campo o seu prodígio: Youssoufa Moukoko, de 16 anos. O camisa 18, badalado desde antes mesmo da estreia, causou problemas ao adversário. O gol de empate saiu justamente de uma boa jogada sua, pela esquerda, que acreditou, bateu Niakhaté, e tocou rasteiro para trás. A zaga afastou mal e a bola sobrou para Meunier finalizar, na entrada da área, e marcar: 1 a 1, aos 28 minutos.

Havia tempo para buscar a virada. E nem precisou de muito tempo. Aos 31 minutos, pênalti sobre Meunier, bem marcado pelo árbitro. Reus teve a chance, mas desperdiçou: chutou o pênalti rasteiro, no canto direito do goleiro, mas errou o alfo e a bola saiu. O capitão do time acabou perdendo a chance de um gol que seria importante.

Mentalmente, o Dortmund parece sofrer demais nessas situações. Ao contrário do que acontece com o Bayern, que parece sempre crescer e dá a sensação que fará o gol que o colocará em vantagem. O Dortmund parece murchar, e o jogo ficou com cara de que não sairia outro gol, como acabou não saindo.

O técnico Terzic falou sobre a oportunidade desperdiçada depois do jogo com o pênalti de Reus, mas não quis individualizar a culpa. “Foi uma grande chance de assumir a liderança, então é muito irritante”, disse o técnico, que em seguida defendeu o jogador. “Mas ele mesmo sabe disso. Não houve qualquer bronca, faz parte do esporte”, disse o técnico. “O adversário se defendeu apaixonadamente e com muita disciplina”.

“Eu poderia ter decidido o jogo. Eu não consegui fazer isso”, afirmou Reus depois do jogo. O jogador afirmou à Sky Sports Alemanha que pediu desculpas ao time depois do apito final. O resto era de imenso desânimo para o camisa 11. Como torcedor do clube, ele certamente sonha com um título da Bundesliga.

A última vez que o time aurinegro conquistou a salva de prata foi na temporada 2011/12, quando foi bicampeão ainda sob o comando de Júrgen Klopp. Foi frustrante para os aurinegros, que ficam a quatro pontos do Bayern e pode ver os bávaros aumentarem a diferença se vencerem no domingo. Na próxima rodada, o Dortmund terá um desafio difícil contra o Bayer Leverkusen, fora de casa. O Mainz receberá o Wolfsburg.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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