Com contrato no fim, Ribéry comemora volta de Heynckes e quer se aposentar no Bayern
Um dos pilares da tríplice coroa do Bayern de Munique em 2013/13 e um dos principais jogadores do time desde que foi contratado, Franck Ribéry se tornou também um problema para os treinadores. Especula-se que o seu relacionamento com Carlo Ancelotti não era bom. Mesmo com Pep Guardiola houve rusgas. E, não por acaso, o francês deu declarações à revista Kicker comemorando a volta de Jupp Heynckes ao comando do clube bávaro.
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Aos 34 anos, Ribéry é um dos principais jogadores do Bayern. Contratado em 2007 por € 25 milhões junto com Olympique de Marseille, depois de uma grande Copa do Mundo em 2006, o francês rapidamente se tornou destaque. São sete títulos da Bundesliga, cinco Copas da Alemanha, a Champions League e o Mundial de Clubes. No ano da tríplice coroa, em 2012/13, foi eleito o melhor jogador da Europa. Justamente sob o comando de Heynckes.
“Nosso relacionamento é especial, de confiança. Ele foi a razão por que eu joguei tão bem em 2013”, afirmou Ribéry. “Quando nos encontramos de novo em Sabener St [sede do Bayern], nós caímos nos braços um do outro”, descreveu o francês.
“Eu estou muito feliz que ele está de volta. Ele sabe o que eu posso fazer. Ele dá confiança aos jogadores e fala sobre as nossas forças. Ele trouxe nova vida ao time e criou um grande espírito na equipe”, disse Ribéry.
O desempenho de Ribéry, por enquanto, ainda está longe do que foi nos seus melhores momentos. Não atuou nenhuma partida por 90 minutos na Bundesliga, em seis jogos, e não fez nem gols nem assistências.
No começo de outubro, em jogo contra o Hertha Berlim, Ribéry sofreu uma entorse no joelho e ainda demora alguns meses para se recuperar. Deve retornar aos jogos só em janeiro, quando o Bayern retorna da parada de inverno.
“Eu estou muito satisfeito. Eu estou trabalhando muito forte, com muito treinamento com pesos e exercícios de estabilidade. Está parecendo bom”, contou o jogador. Ribéry só tem contrato até o final da temporada e completará 35 anos em abril. “Se possível, eu quero encerrar a minha carreira no Bayern de Munique”.
É preciso saber se o Bayern tem a mesma vontade. Pela bola que o francês jogou nos últimos dois anos, será difícil arranjar motivos para renovar. Ao menos nas mesmas bases. Até porque Ribéry é um potencial problema para qualquer novo técnico que vier para o clube a partir de julho. O novo comandante irá querer descascar esse pepino? Só mesmo se Ribéry mostrar, na segunda metade de temporada quando se recuperar de lesão, que é um jogador imprescindível.



