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Bierhoff reforça crítica de Löw à Bundesliga: “Ensinamos muito a jogar sem a bola e pouco com a bola”

Ser campeã do mundo não significa que a Alemanha ache que está suficiente. Oliver Bierhoff, ex-jogador da Alemanha e atual diretor da seleção, acredita que o futebol do país precisa de grandes reformas para seguir sendo competitivo e entre os melhores do mundo. Os comentários do dirigente vêm depois de críticas do técnico Joachim Löw à forma como os times da Bundesliga preparam seus jogadores.

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Segundo Joachim Löw, os clubes da Bundesliga estão ensinando os jogadores a jogar contra a bola, mas não o que fazer quando eles têm a posse. O treinador da seleção alertou que isso pode afetar o futuro justamente da seleção alemã de se manter competitivo em relação a outros países.

“Eu estuo convencido que um bom trabalho está sendo feito no futebol alemão, nós somos campeões da Copa das Confederações, campeões europeus sub-21, mas não podemos olhar apenas para essa geração”, afirmou o ex-atacante da seleção alemã.

“Nós temos que olhar para o desenvolvimento. Você não precisa ser um expert para ver que nós precisamos dar o próximo grande passo. Nós precisamos dar um grande passo à frente unidos”, analisou o agora dirigente. “Nós temos que ser capazes de reagir mais rapidamente às coisas. Nós temos que dar aos técnicos informação, diretrizes, indicativos para reagir a certas coisas”.

A Alemanha passou por uma reforma grande na sua formação depois dos desempenhos sofríveis do time na Copa de 1998 e especialmente na Eurocopa de 2000. Foram gastos cerca de € 80 milhões por ano, além da criação obrigatória de centros de formação nos clubes da Bundesliga. Com isso, foi formada uma grande geração, muitos deles campeões do mundo em 2014, no Brasil. Mas além disso, a Alemanha chegou à final ou semifinal nos último seis grandes torneios que disputou.

“Há muito trabalho contra a bola, muitos sistemas, todo mundo conhece de cabeça, mas talvez nós negligenciamos um pouco os aspectos individuais”, diz Bierhoff. “É importante investir em futebol e não apenas em transferências”.

A crítica de Joachim Löw, reforçada agora por Bierhoff, pode ter relação com o que acontece na Bundesliga como um todo: a falta de competitividade. Os times precisam se preparar para enfrentar um Bayern de Munique dominante e, portanto, que ficará a maior parte do tempo com a bola. A falta de times mais fortes, inclusive comparando com outros países do continente, talvez crie a mentalidade de precisar se defender mais. É um problema para ser analisado pelos alemães. E isso é algo interessante de ver: eles não parecem estar confortáveis, apesar de ser os campeões do mundo.

A Alemanha chega como uma das favoritas para a Copa do Mundo de 2018. O atual campeão foi sorteado para o Grupo F, junto com México, Coreia do Sul e Suécia. Antes, faz amistoso nesta sexta com a Espanha e na terça-feira joga contra o Brasil.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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