Alemanha

Boas novas para Joachim Löw

O jogo em Berlim estava complicado para o Bremen. Havia quatro jogos que a equipe de Thomas Schaaf não vencia na Bundesliga e pensar em título já havia se tornado algo muito ilusório. A bola parou no pé direito de Torsten Frings que, ergueu a cabeça, deu uma rápida observada e disparou um lançamento de 30 metros para Borowski dominar e dar três pontos ao Werder Bremen.

Nessa hora, alguém vibrou tanto quanto Schaaf e qualquer torcedor do Bremen. Joachim Löw percebeu que tinha de volta, para a próxima Euro, seu principal meio-campista. Não seria mais preciso fazer improvisos para montar a faixa central do Nationalelf. Até porque Michael Ballack tem jogado um futebol suficiente para se fixar entre os titulares.

O terceiro e melhor jogo consecutivo de Frings pelo Werder Bremen foi uma resposta quase definitiva para a forma do jogador. Na Copa de 2006, Torsten Frings fez uma primeira fase digna de manual nos gramados germânicos. Na semifinal diante da Itália, sua ausência foi um dos pontos decisivos para a derrota. Ficou clara a falta do volante, seja na marcação, seja na condução de bola.

Para o Werder Bremen, evidentemente, Frings também pode oferecer bastante qualidade na reta final de temporada. Embora tenha opções razoáveis para a posição – como Baumann e Jensen, Schaaf ganha um diferencial a partir de agora. O novo “reforço” marca e joga com a mesma eficiência, algo que falta aos dois citados.

No momento em que o Bremen peleja uma das duas vagas em aberto para a próxima Liga dos Campeões, poder contar novamente com Frings significa criar um fato novo e recolocar, no time titular, um jogador de classe internacional.

Caso entre em campo nos sete jogos restantes para o Werder Bremen, o meio-campista terminará a temporada com apenas 13 partidas realizadas. Significa que, quando a Euro começar, Frings estará em sua plenitude física. Joachim Löw ganhou, definitivamente, uma boa notícia.

Na conta do Schalke

A previsível eliminação do Schalke 04 na Liga dos Campeões ocorreu. No Camp Nou, os Azuis Reais, porém, realizaram uma partida bastante digna, levando perigo aos catalães em alguns momentos. Os números, friamente, apontavam que isso aconteceria.

Com exceção do 1-0 sobre o Porto em Gelsenkirchen, o Schalke só havia ganho duas partidas – ambas contra o Rosenborg – em oito jogos na Liga dos Campeões. Possuem um elenco apenas esforçado, sem grandes individualidades. Justamente o oposto ao Barcelona.

Mirko Slomka escalou uma equipe ofensiva e corajosa para dar trabalho aos catalães, mas esbarrou em sua pouca eficácia. Foram só seis gols em dez jogos da competição.
 

As vaias destinadas aos jogadores do Barcelona, porém, dão algum brilho ao batalhador time de Gelsenkirchen. Nesse momento, então, os Azuis Reais voltam o foco para a Bundesliga, em que buscar uma vaga na próxima LC é algo palpável e essencial para reforçar o atual elenco e voltar ao mata-mata europeu em 2008/09.

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Equipe Trivela

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