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Bayern decidirá futuro de Guardiola em breve, e Rummenigge avisa: “Ninguém é insubstituível”

Apesar do trabalho extraordinário e da consistência de sua equipe, Pep Guardiola não tem o futuro garantido no Bayern de Munique. Com contrato válido apenas até o fim desta temporada, o espanhol discute com o clube a possibilidade de renovação, e Karl-Heinz Rummenigge, ídolo do passado e hoje presidente dos bávaros, deu um prazo para a definição da situação do catalão: 19 de dezembro.

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Rummenigge informou que a diretoria do Bayern se reuniria após o confronto entre Bayern e Hannover, marcado para 19 de dezembro, para discutir a renovação de contrato do técnico. Philipp Lahm, capitão da equipe, já expressou a posição do grupo de jogadores, afirmando que “não é segredo algum que o time se entende muito bem com ele e quer que permaneça”, mas o mandatário do clube não vê grande problema na hipótese da saída de Pep.

“Em 1977, o Franz (Beckenbauer) foi jogar em Nova York. Os jornais escreveram que era o fim do mundo para o Bayern. Por três meses, houve irritação, mas eventualmente ela diminuiu. A vida segue. Ninguém no mundo é insubstituível”, afirmou Rummenigge, que, tranquilamente, garantiu que outro técnico de alto nível chegaria caso Guardiola deixasse a equipe: “Este é apenas o ciclo normal da vida: jogadores vêm e vão, o mesmo para os treinadores. Estou relaxado, porque se o Guardiola tiver que sair, então outro técnico excelente chegará. Temos apenas que esperar para ver o que acontece”.

Evidentemente, com um técnico também de alto nível, o Bayern não teria muita dificuldade em manter seu status atual, ao menos em âmbito nacional. O elenco está formado, tem profundidade e atletas capazes de decidir partidas. A instituição é bem consolidada, e o poder aquisitivo dos bávaros é suficiente para renovar o grupo de jogadores sempre que necessário. Ainda assim, embora a fala de Rummenigge seja mais uma maneira de reforçar a imagem do clube, ela acaba criando uma impressão de que Guardiola de fato é facilmente substituível, o que não é verdade.

Em termos de conquista, o catalão ainda não conseguiu a almejada Champions League pelo Bayern, mas levou as duas Bundesligas que disputou, uma Copa da Alemanha e um Mundial de Clubes. Em 81 jogos no Campeonato Alemão, tem um aproveitamento de incríveis 84,6%, superior ao de Jupp Heynckes em sua fantástica última passagem pelo time, quando conquistou 80,5% dos pontos disputados em 68 jogos.

A importância de Pep, entretanto, vai muito além dos números. O treinador é o tipo de líder que constrói legado por onde passa, e a impressão é de que, mesmo após todas as invencionices bem sucedidas, como a escalação de um setor defensivo sem zagueiros e um time completamente móvel, Guardiola ainda tem mais cartas na manga para apresentar ao futebol mundial, e o Bayern é o lugar perfeito para que ele faça isso. Se os bávaros não quiserem, o Manchester City parece o clube mais disposto a oferecer essa plataforma ao treinador.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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