Alemanha

Angeliño, sobre Nagelsmann e Guardiola: “Um me deu confiança e me deixou jogar. O outro não”

Um dos destaques do RB Leipzig, Angeliño tem uma opinião muito pessoal ao comparar Julian Nagelsmann, seu atual treinador, com Pep Guardiola, que o comandou no Manchester City: a principal diferença entre os dois é que o primeiro o colocou para jogar imediatamente e o outro não lhe deu as oportunidades que achava que merecia.

O lateral esquerdo chegou às categorias de base do Manchester City ainda com 16 anos e passou por muitos empréstimos até ser vendido para o PSV. Após uma boa temporada 2018/19, o clube inglês exerceu o seu direito de recompra e o trouxe de volta para integrar o elenco.

O retorno durou apenas seis meses, embora a lateral esquerda seja um dos problemas do elenco do City desde a chegada de Guardiola. A principal contratação para a posição foi Benjamin Mendy, ainda com dificuldade para se manter saudável e que pouco vem jogando. O treinador usou bastante Fabian Delph, antes da sua saída para o Everton, e o garoto Zinchenko. O zagueiro Laporte também atua por ali de vez em quando, assim como João Cancelo.

Angeliño fez seis jogos pela Premier League, cinco pelas copas inglesas e outro na Champions League antes de um novo empréstimo, ao RB Leipzig. Muito bem na Alemanha desde o início, o espanhol foi contratado em definitivo no começo deste mês, com contrato até 2025.

“Os dois (treinadores) gostam de jogar com a bola, recuperar a bola rapidamente, e há uma coisa que é a grande diferença: um me deu confiança e me colocou para jogar, e o outro não. Então sou grato a Julian pela confiança e às vezes você precisa, não quero usar uma palavra ruim, mas você precisa de coragem para colocar um jogador e ele o fez desde o primeiro jogo”, afirmou, segundo a BBC.

Angeliño disse que aprendeu muita coisa com Guardiola dentro de campo, mas sente que foi avaliado por dois jogos de pré-temporada e não ganhou uma sequência para mostrar o que poderia fazer. “Isso me matou. Confiança é tudo. Fui julgado por dois jogos preparatórios e passou alguns meses até eu ter minha chance. É difícil jogar uma vez a cada dois meses, então estou feliz que isso aconteceu para eu poder vir para cá e conhecer Julian e todo mundo”, disse.

Uma vez a cada dois meses é apenas jeito de dizer. A realidade, porém, não foi muito melhor do que isso. Ele atuou praticamente duas vezes por mês – três em novembro e dezembro. A sequência mais longa começou em 26 de outubro, entrando no segundo tempo contra o Aston Villa. Jogaria duas vezes seguidas contra o Southampton, pela Copa da Liga Inglesa e pela Premier League, banco diante da Atalanta na Champions, e titular em uma derrota para o Liverpool, em 10 de novembro. E precisaria esperar mais duas semanas até voltar a campo.

“Foi uma experiência 50/50. Por um lado, eu realmente aprendi muito com Guardiola, ele me tornou um jogador melhor em campo e estou grato pela experiência. Por outro, eu não joguei tanto quanto queria ou merecia”, afirmou.

Após 13 jogos pela Bundesliga em sua primeira passagem por empréstimo, Angeliño foi titular em 21 das 22 rodadas disputadas pelo RB Leipzig nesta temporada, além de toda a Liga dos Campeões e Copa da Alemanha. Com muita liberdade para atacar em um sistema que geralmente atua com três zagueiros, fez oito gols e deu 11 assistências. É o vice-artilheiro do time, um tento atrás de Yussuf Poulsen.


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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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