AlemanhaBundesliga

Alemanha proíbe spray para árbitros da Bundesliga por ser nocivo demais

Os árbitros brasileiros estão mais do que acostumados com o spray para fazer demarcações no campo. Uma tecnologia que já ajuda há muito tempo por aqui – embora o problema não seja exatamente esse. E que, nos últimos tempos, também ganhou espaço nas competições pelo resto do planeta. A Copa de 2014 foi a primeira a adotar o spray, ainda que com uma substância diferente da brasileira. Foi o passo para que a Bundesliga também abrisse as portas ao recurso. E o recusasse, depois de alguns testes.

VEJA TAMBÉM: Eis a prova de que há uma arbitragem pior do que a brasileira

Segundo a Technischer Überwachungs-Verein (TUV), uma espécie de Inmetro alemão, o spray que o torneio adotaria não era seguro o suficiente. Após semanas de testes, a entidade avaliou que a espuma tinha uma substância ativa hormonalmente, além de ser inflamável. Pior, o produto sequer “respeita a natureza”, lançando gases perigosos à camada de ozônio. A expectativa da Bundesliga era adotá-lo a partir do dia 18 de outubro, o que foi cancelado.

A origem do spray que seria usada na Alemanha é a mesma da Fifa: a vertente argentina da invenção. Por não ter sido aprovado, sequer pode ser produzido em países da União Europeia. Talvez neste ponto, valesse para os alemães conhecer um pouco da tecnologia brasileira. A espuma à base de sabão de coco utilizada no Brasileirão dificilmente teria tantas proibições quanto a testada pela TUV. Ao menos alguma coisa a nossa arbitragem pode ensinar.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo