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Não foi mais uma vitória de Guardiola sobre Mourinho

Vamos lá, da forma mais objetiva possível: não cravem a Supercopa europeia como uma vingança do Bayern contra o Chelsea por 2012 ou mais uma pancada de Guardiola em Mourinho.

Primeiramente, se trata de um jogo festivo. Depois disso, é besteira enxergar nesse duelo uma reedição de algum Barcelona x Real Madrid perdido entre 2010 e 2012.

Os times são outros, apesar dos treinadores serem os mesmos que um dia duelaram pela hegemonia de La Liga. Uma das grandes falácias do futebol atual é crer que Mourinho e Guardiola serão eternamente representantes dos gigantes espanhóis.

O momento é outro e o empate em 2 a 2 que o Bayern conseguiu no último minuto, com Javi Martínez, é uma prova de que há sim um equilíbrio entre os bávaros e o restante da Europa, sobretudo em relação ao Chelsea de Mourinho, que está se reconstruindo. Até mesmo porque, os dois estão em processo de adaptação (readaptação no caso do português) em seus clubes e é precipitado emitir um parecer sobre favoritismo após uma disputa de penalidades.

Muito se fala que se fosse o contrário, Mourinho poderia comemorar uma certa vingança contra Guardiola. Bobagem, é apenas um encontro entre os atuais campeões europeus e nada mais. Faço questão de novamente bater na tecla da adaptação: Chelsea e Bayern estão mudando e ainda que os alemães não necessitem de uma reformulação para buscar o bicampeonato continental. A situação é diferente do que a encontrada ao fim da última temporada, onde o Bayern foi incontestavelmente o melhor time da Liga dos Campeões, com uma grande margem em relação aos demais.

O Chelsea corria por fora na Premier League com Rafa Benítez e agora se tornou bem mais competitivo nas mãos de Mourinho. O que também não quer dizer que cair nas penalidades contra o time de Guardiola  deva significar o fim do mundo para os ingleses. É apenas o começo da temporada e qualquer sentença apressada pode ser cruelmente derrubada conforme os meses avançam no calendário.

Suponhamos que o Bayern entre em crise e comece a mostrar sinais de desgaste entre o elenco e Guardiola. Nesse mesmo exercício, pensemos que o Chelsea tem iguais chances de fracassar vergonhosamente ou conquistar a Europa goleando algum adversário gabaritado como Real Madrid ou Barcelona. O que seria das teses polêmicas e teorias estapafúrdias de milhares de pessoas que analisam resultados de forma preguiçosa, desequilibrando valores de conquistas como a Supercopa e a Liga dos Campeões?

Menos, meus amigos, bem menos. Foi só uma Supercopa. Se por uma obra do acaso Bayern e Chelsea voltarem a se encontrar num jogo verdadeiramente relevante e competitivo, aí talvez seja mais apropriado cravar quem é freguês de quem nessa equação.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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