Alemanha

A 10 é dele

Julho de 2008, o prata-da-casa Renato Augusto despede-se do Flamengo. Apesar da boa fase vivida pelo jogador naquele momento, os meses de afastamento do time por causa de lesões variadas, de uma fratura na face às contusões musculares, seguiam recentes na memória da torcida rubro-negra. Chegou ao Bayer Leverkusen e, na Alemanha, era mais uma promessa brasileira, algo que por si só ainda gera expectativas. A fragilidade exposta em seu breve currículo ampliava as dúvidas.

O desafio da adaptação (inclusive física) praticamente não existiu. E Renato Augusto tornou-se extremamente importante em uma temporada em que Bernd Schneider não conseguiu retomar o futebol. Com 33 partidas disputadas em 34 rodadas da Bundesliga, (além da presença em todas os compromissos da Copa da Alemanha), dois gols e oito assistências, o jogador fez uma temporada consistente e agora assume a camisa 10. Seu contrato foi prorrogado até 2014, foi considerado um dos melhores do campeonato 2008/09, além de melhor contratação da temporada.

Atuando na ala direita no início do campeonato, alimentando Kiessling e Helmes, ou mais recuado, ao lado de Barnetta, depois da chegada de Toni Kroos, Renato Augusto é peça importante em uma das equipes com a menor média de idade da Alemanha. E a vontade de manter a política de contratar promessas do clube continua já que a nova aposta é Burak Kaplan, meio-campista destaque da seleção da Turquia Sub-19.

Foi-se Bruno Labbadia e Jupp Heynckes chegou para o seu lugar. A derrota na final da Copa da Alemanha e a sétima posição na tabela da temporada 2008/09 foram pouco para um time que terminara em posição melhor na temporada passada e que começou o segundo semestre de 2008 com um futebol rápido e goleador, que ficou algumas rodadas entre os primeiros colocados da tabela.

Sem Patrick Helmes, que rompeu os ligamentos do joelho durante as férias, as chances de Renato Augusto ser o protagonista da equipe durante o primeiro turno é ainda maior.

Ele quer ir

Ribèry acredita que seu futebol já é bom demais para a Bundesliga e força sua saída. Simples assim é a postura do francês. Porém, a forma como o jogador está agindo pode prorrogar sua estada na Alemanha. As declarações do jogador sobre sua vontade de transferir-se para o Real Madrid (de volta à Era dos Galácticos) andam tumultuando demais os bastidores do Bayern.

A primeira medida já foi tomada, disciplinador, Van Gaal, na figura do novo diretor de futebol Christian Nerlinger advertiu o jogador e até surgiu a idéia de um possível “código de conduta” para os jogadores do Bayern.

Na segunda-feira, a novidade para o caso. Enquanto na Espanha a notícia da contratação do meia ainda circula, Ribèry deixou os treinamentos com dores no joelho esquerdo. Em seguida a nota do clube, afirmando que ele passará por um tratamento intensivo.

Na Itália, até Luca Toni se intrometeu na história e disse que não vale a pena manter um jogador infeliz no clube (opinião partilhada pela colunista). Mas Ribery é fundamental e o Bayern deve tentar até o fim segurar o jogador.

A história, assim como a de Cristiano Ronaldo se repete. A única pergunta é: Será a última ou a penúltima temporada do francês com a camisa do time bávaro? 

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Equipe Trivela

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