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Quinto título africano do Mazembe veio com artilheiro que sonha com Europa

O quinto título africano do Mazembe veio com autoridade. Neste domingo, o time da República Democrática do Congo venceu o Alger por 2 a 0 em casa, depois de ter vencido o primeiro jogo por 2 a 1, e levantou a taça da Liga dos Campeões da África. O principal jogador do time foi o artilheiro do campeonato, Mbwana Samatta, com sete gols. Jogador da Tanzânia, ele sonha em ser o terceiro jogador do seu país a atuar por um time europeu e acha que jogando pelo Mazembe isso será possível.

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“Antes de eu vir para cá, ninguém conhecia o futebol da Tanzânia, mas isso está mudando agora”, afirmou o jogador antes das semifinais da competição. “Como país, nós não temos muitos jogadores atuando no exterior, então quando você vem jogar por um grande clube como o Mazembe, todo mundo nota você”, continuou. “Eu não sei por que não temos muitos jogadores na Europa, mas eu tenho certeza que eu posso ser um”.

Contratado em 2011, o jogador, de 22 anos, é destaque do time. Já marcou 60 gols em 103 jogos pelo clube congolês e, na campanha que culminou no título africano, marcou sete vezes, incluindo nos dois jogos da final, de pênalti.

O título, muito comemorado também pelo goleiro Kidiaba, personagem no Mundial de Clubes de 2010, quando o time africano eliminou o Inter, permite que os congoleses possam disputar novamente o Mundial. E, novamente, poderá estar no caminho dos sul-americanos. O time enfrenta o vencedor entre o Auckland City, da Oceania, e o time campeão japonês, que representa o país sede. Quem passar, enfrenta o River Plate nas semifinais.

O título do Mazembe também iguala o time ao Zamalek, do Egito, como segundo maior vencedor da Liga dos Campeões da África. O maior campeão é o também egípcio Al Ahly, que marcou presença em Mundiais de Clubes nos últimos anos.

Repetir o feito de cinco anos antes parece difícil, mas para um jogador com ambição como Samatta, é um sonho. E uma chance de chegar a um outro nível de futebol. O Mazembe, com sua força de campeão da África em 1967, 1968, 2009, 2010 e 2015 chega ao Mundial com moral de ser um dos poucos que conseguiram derrubar um dos favoritos na competição.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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