O clubismo salvou a vida desse homem em meio ao maior genocídio das últimas décadas
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Há 25 anos, a África viveu um dos maiores genocídios da história. A Guerra Civil de Ruanda durou pouco mais de três meses, tempo suficiente para deixar entre 500 mil e 1 milhão de mortos no país. O conflito entre duas etnias gerou uma brutalidade dos hutus, líderes do governo, contra os tutsis, que tiveram 70% de sua população dizimada. O massacre, além de desencadear os mais diferentes tipos de assassinatos, também culminou em dezenas de milhares de estupros. A situação só seria controlada em 15 de julho, após a chamada Frente Patriótica tomar o poder.
O conflito, um dos mais densos da História Contemporânea, foi tema de várias obras. O filme Hotel Ruanda faz parte da base obrigatória para se entender melhor o contexto da crise étnica e a realidade durante aqueles dias de horror. E também há seus episódios que se desdobraram dentro do futebol. Há quatro anos, contamos aqui na Trivela a história de Eric Murangwa, o goleiro que foi salvo quatro vezes do genocídio. Já em seu canal no YouTube, Ubiratan explica um pouco mais a Guerra Civil e traz os detalhes sobre a fuga de Murangwa.
Além do vídeo, vale conferir também o podcast Fronteiras Invisíveis do Futebol desta semana, em que Matías Pinto e Filipe Nobre Figueiredo falam mais sobre a história de Ruanda e de sua relação com o futebol.
https://www.youtube.com/watch?v=7jCmfwoic3k