Africa

O choro de Mané: camisa 10 perde pênalti e desaba em lágrimas na eliminação de Senegal

Há algumas regras não escritas em cobranças de pênalti. Uma delas é que o craque do time, se não sempre, frequentemente perde a sua cobrança e vira vilão. Isso voltou a acontecer nas quartas de final da Copa Africana de Nações. Depois de um 0 a 0 durante 120 minutos, Senegal e Camarões decidiram a vaga a partir da marca do cal. Na nona cobrança, após oito certas, Sadio Mané parou nas mãos do goleiro Ondoa, e os senegaleses ficaram pelo caminho.

A reação do jogador do Liverpool – clube que, no geral, teve uma péssima semana – foi de cortar o coração. O camisa 10 desabou. Precisou ser seguro pelos companheiros para não cair no chão e levantado por eles para não ficar um bom tempo agachado no gramado. Mané, referência técnica da equipe, sabia que tinha muita responsabilidade nesta CAN e, quando falhou, sucumbiu à pressão.

 

Um dos candidatos ao título, Senegal havia feito uma campanha boa na fase de grupos, com duas vitórias tranquilas e um empate, enquanto Camarões havia sofrido um pouco mais, com duas igualdades e uma única vitória, aos 33 minutos do segundo tempo, contra Guiné-Bissau. Os senegaleses não chegam entre os quatro melhores da competição desde 2006. Os camaroneses estão na semifinal pela primeira vez desde 2008.

Camarões enfrenta o vencedor do duelo entre República Democrática do Congo e Gana. No outro lado da chave, Burkina-Faso já está classificada para as semifinais, pela terceira vez em sua história, tenta pelo menos repetir a grande campanha de 2013, quando foi vice-campeã. Bateu a Tunísia, por 2 a 0, com gols de Bancé e Nakoulma, em contra-ataque, depois de passar pelo goleiro ainda no meio-campo. Egito e Marrocos decidem quem enfrenta Burkina-Faso nas semifinais, neste domingo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo