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Nigéria decreta novo fracasso marfinense e vai à semifinal

A Costa do Marfim parece fadada ao fracasso na Copa Africana de Nações. Depois da conquista de 1992, os Elefantes nunca mais recuperaram a taça, mesmo contando com uma geração de qualidade nos últimos anos. Em 2013, a queda aconteceu nas quartas de final. A Nigéria foi muito mais time no Estádio Royal Bafokeng e fez por merecer a vitória por 2 a 1. Na semifinal, as Super Águias enfrentam Mali, em partida marcada para a próxima quarta-feira.

Depois de poupar seus titulares no último jogo da fase de grupos, Costa do Marfim voltou a utilizar força máxima. Mas, apesar do domínio inicial dos Elefantes, foi a Nigéria quem levou mais perigo durante o primeiro tempo, principalmente com o ataque comandado por Victor Moses, Emmanuel Emenike e Ideye Brown.

Diante do grande esforço coletivo para parar os marfinenses e da boa movimentação coletiva, os nigerianos foram premiados com o gol aos 42 minutos do segundo tempo. Emenike encheu o pé em cobrança de falta, a bola passou pelo meio da barreira e o goleiro Boubacar Barry não teve tempo de reação.

A resposta da Costa do Marfim aconteceu logo aos quatro minutos do segundo tempo. Didier Drogba cobrou falta em direção à área e Cheik Tioté apareceu livre na segunda trave para completar de cabeça. Os Elefantes seguiam pressionando na sequência e Vincent Enyeama precisou trabalhar pela primeira vez, rebatendo pancada de Yaya Touré.

A partir dos 20 minutos, contudo, os marfinenses voltaram a perder força e deram espaço para que a Nigéria atacasse. As Super Águias aproveitaram a brecha e buscaram o segundo gol aos 32 minutos. Sunday Mba arrancou pelo meio e bateu da entrada da área, em chute que desviou na marcação antes de entrar. No fim, Costa do Marfim mandou o time para o ataque, mas os nigerianos suportaram a pressão e seguraram o resultado.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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